terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Esvazia-se no Cinzento


A minha stôra de Português diz que "A saudade não tem tradução. Podemos traduzi-la, mas a saudade portuguesa não é como as outras." Sempre me pareceu um bocado duvidosa esta afirmação, já a a havia ouvido de outras bocas... mas se calhar é verdade. Relativisando o assunto, podemos ver que desde os descobrimentos, a separação de famílias tornava evidente a saudade, este sentimento de falta, de angústia, de querer estar e não conseguir, de querer tocar e apenas ver o vazio... Mais tarde com a emigração, a busca por uma vida melhor que separava tantas casas e, a guerra, a guerra que trazia a incerteza do regresso a casa. A ausência doi, mas não saber se haverá a possibilidade de novamente voltar a ver uma pessoa, magoa e fere muito mais. Sempre fomos um povo sofredor e somos, excessivamente, quentes. Quentes, acolhedores, próximos... e assim nota-se muito mais a ausência.

A saudade é algo que me invade muito, quando estou mais frágil ou quando me fragilizo com ela mesma.A minha estabilidade é posta em causa quando alguém sai da minha vida, ou quando há essa possibilidade. Não suporto a dor de perder alguém. Quero tudo assim, tudo igual. Ver-me longe de alguém que amo, é uma questão que nem consigo evocar, mas às vezes, a realidade evoca-a por si própria e aí tudo desmorona. Mas há que viver com isso, e nunca cair na ilusão e na esperança de que as partes de nós que por aí circulam, sabem que os amamos verdadeiramente.

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Chocam-me de uma maneira Laranja Berrante

Só tenho a dizer, que 40 % de abstenção é uma vergonha.
De que valeu Salgueiro Maia pôr a vida em risco e o professor B. lá da escola ter atracado em cima daqueles tanques em Abril, se ninguém agora quer decidir por si?
Abstenção de 16% em 1976 e agora isto?
Faz falta sentir-se o sabor da liberdade, faz falta pensar. Tudo rouba a intelectualidade humana e a ocupa com actividades desnecessárias. E assim, tudo pensa pelas pessoas e as pessoas deixam de pensar. Opinião, não sabem o que é? Opinião é o que tenho porque penso, porque uso o cérebro. Como pode gente hipócrita não escolher e queixar-se depois?
Consequências de quando não se escolhe. E deviam ser mais graves do que são. Só para aprenderem.
Voto em branco é sempre protesto.

É verde, mas eu gosto


Citadina até mais não. São raras as vezes em que pensamos sobre o que somos. Eu sou uma miúda da cidade, e ninguém o pode mudar, nem eu mesma. Acho que a cidade nos mima e mal habitua. Posso ir ao cinema quando quero, onde quero, com quem quero. Tenho-o a dois passos. Tenho tudo à mão, lojas, restaurantes, livrarias, perfumarias... até a linha de metro, que tantas vezes me carrega. Posso ir para onde quero, quando quero, sem satisfações nem complicações. Eu entro e ele, o metro, leva-me. Para longe, para perto. Até para onde eu não quero ir. Mas leva. E aí, toda a dependência que me possa prender desaparece, vou para onde quero. Quem me impede?

E vou para Lisboa, por exemplo. Dantes Lisboa não era importante. Dantes Lisboa era comércio e serviços. Mas agora não. Lisboa é Lisboa. E descobri que é linda, que é verdadeira a beleza do rio e, que poucas serão as cidades dotadas de tanta fantasia que a história lhes confere. Imaginem, todos os recantos. Todos os passos cujos recantos foram espectadores. As personagens. As causas. E o rio? O rio que para mim, apenas era a ilustração da longa e interminável estrada que conduzia à praia nos dias de trânsito caótico, agora é mais do que isso. É o Rio da cidade. Aquele que sabe tudo. Nada acontece sem por ele passar. Nada se fala sem ele saber. E a cidade ele beija, e abraça. E protege. E, agora, aquele rio que dizem ter-me sido mostrado muitas vezes, faz lembrar-me quem sou, e de onde sou. E é esse rio que tenho em comum com todos os que habitualmente me constróem.

E continuo a ser a princesa da periferia, mas ao menos, conheço o Rio.

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Puras Justificações Brancas

E sempre que te vejo fico assim, esquisita. Acho que é a vontade de querer mais e não ter. A vontade de te querer ver mais. E saudade, saudade sim. E, já que nunca vou ter coragem de te dizer isto na cara, escrevo aqui, pode ser que, de uma maneira ou de outra, esta informação chegue até ti.
Eu tenho necessidade de conceptualizar, de rotular, de definir. Neste caso, preciso de organizar o que realmente sinto por ti porque, mesmo que já ninguém deseje saber, eu acho que me tenho de justificar, nem que seja, a mim mesma.
Primeiro que tudo, devo dizer que este tipo de coisa que por ti nutro, até a mim me parece ridícula, por isso não censuro quem o ache também, nem mesmo tu. Mal falámos, pelo menos, de coisas profundas, e nem sequer convivi contigo num grande período de tempo, daí a tal “estranhez” desta coisa. No entanto, sei perfeitamente a tua opinião sobre mim, e tu próprio mo disseste e, mais tarde, quem te era mais próximo o reforçou. Talvez por isso, talvez por saber que confiavas em mim, que me valorizavas… não sei, acho que passo tanto tempo a tentar ser perfeita, que quando alguém repara, fico estonteante. Tu reparaste. Provavelmente estou mal habituada e terá sido essa a razão do meu “gostar de ti”. A partir daí, passaste a ter carta branca para todos os teus erros. Tinhas o meu apoio incondicional, mesmo se não o merecesses.
Neste seguimento, muitas das questões, prendem-se com este mesmo “gostar de ti”. Não era paixão, isso nunca: paixão envolve desejo, é carne e não era esse de todo o meu sentimento por ti. Amor? Não, pelo menos no termo em que o conceptualizamos. Nunca almejei qualquer quadro romântico, não, nunca, pelo contrário. Acho que o que eu queria era uma relação de irmãos, e aqui entra a parte ridícula, acho esta relação, racionalmente injustificável e despropositada. Mas é nesses mesmos termos, racional, adjectivo que por vezes não me caracteriza. Sou sonhadora e acredito em utopias. É verdade, todos temos as nossas falhas.
Tenho uma irmã, mas nunca me dei muito bem com o meu pai, acho que necessitava/ necessito de um elemento masculino mais acessível. Acho que foi isso que encontrei em ti, queria uma relação de confidência, percebes?
Ter um melhor amigo com quem podia contar.
Expressei-me mal algumas vezes, é certo. Fui mal interpretada, se calhar com razão. Mas nunca fui muito boa a joguinhos. Acho o deixar surgir da espontaneidade tão mais simples… Talvez tenha sido esse o derradeiro erro, e aquilo que não chegou a acontecer acabou ali. Houve um corte quando me precipitei, quando confiei na inexistente compreensão dos meus actos.
Ainda assim aguardo, estupidamente, por um regresso. E pelo feliz findar dos meus planos. E pelo brilho nos teus claros olhos. E, por isso passo mais atenta junto ao teu trabalho procurando por esses teus olhos, e por isso estou constantemente à procura de algo nos locais onde passas, e por isso olho sempre para dentro de todos os carros iguais ao teu, esperando que de lá saia o teu olhar e o teu sorriso. Se algum dia leres esta informação de carácter explicativo, saberás que és tu.

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Mais um para a colecção de Cores


Ah ya, esqueci-me de dizer: fiz dezassete anos!


Não é qualquer um, hein.


Rodeada de metáforas, comparações e hipérboles que ocuparam a minha vida, tornei-me uma quase adulta da qual me orgulho. Sinto, respiro, vejo e faço. Por agora chega.

Consciencialização Encarnada-Atrevida

-Sabes quando te vais meter numa alhada, mas mesmo assim queres ir em frente?
-Sei.
-Sabes quando provavelmente, a única coisa que te vai restar no fim da aventura, são ilusões desfeitas, por quem nem sequer sonha que tas desfez, mas mesmo assim experimentas?
-Claro que sei, e tu também sabes. Não é?
-Sabes quando tu achas que estão a acontecer coisas, que tentas negar, mas que no fundo acontecem e tu finjes-te despercebida, mas a verdade é que queres subtilmente pedir explicações.
-Sei e tu já devias ter aprendido que não vale a pena pedi-las.
-Sabes quando tu, já por experiência sabes que não vai dar em nada, mas mesmo assim acreditas utopicamente num bom resultado, aquele pelo qual esperas desde sempre?
-Sei ainda mais, sei que tu vais subtilmente fazer isso tudo e no fim, continuarás a esperar. Tal como ainda fazes.
-Sabes quando vês o passado no qual ainda confias e vês o futuro no qual tens medo de avançar, mas um bichinho na barriga diz-te para deixares correr o presente?
-Sei, e sei que depois do teu atrevimento, ficarás à espera dos dois eternamente.
-Mas hoje passou o passado, e eu parva, por muito que saiba que ele não volta, continuo a visualisá-lo no futuro. E este presente, este presente logo se vê. Mas eu cá não empato!
-Sei que tu gostas de confusão, e que vais esperar para ver, quando devias assistir na plateia e não no palco principal.
-Sabes quando achas que é outra missão, não sabes?

terça-feira, 25 de Agosto de 2009

"Ficas tão rosada depois do jogging!"


Começo a medo entre empasses, tentando atrasar o inevitavel. E dão o emporrão e inicio a corrida. Devagar, com pouco entusiasmo, mas depois com força, de vontade pelo menos, um, dois, três passos acelerados. E já está. Corrida contínua como eu gosto, sem desníveis nem arritmias. Constante. Agora já não paro. Não desisto, não troco, não me alio ao vai-vem. Mas passado algum tempo o corpo começa a ceder, as forças falham quando é necessário amparar uma queda no destino, uma queda minha. E recorro novamente à força, posso motivar-me em ti, ou em ti, ou em ti, ou mesmo nela, ou neles. Mas a minha motivação nem sempre é segura e é tarde quando disso me apercebo. Mais enfraquecida fico. Mas não paro. Não sou miúda de parar. Por mais que não seja para mostrar o que valho. Ainda assim, quando consigo aguentar o cansaço muscular, começam os pulmões a pedir mais, e mais, e mais. E eu respiro, muito. Insiro, inspiro, inspiro, mas mal expiro. Tudo entra e não sai. Como às vezes desejava poder expirar mais e respirar devagar, oxigenar o sangue? Mas não. è uma aflição tão grande, uma necessidade de morte em encher, mas esvaziar custa. E quem corre comigo tem de saber ensinar-me a respirar e tem saber que não estou a deitar fora e tem de saber aliviar a minha dor. Aí chega o momento insoportável, aquele em que as pernas já não correm, em que os pulmões já não se enchem, em que paro. O momento de parar. E paro, fico pelo meio, terei já cumprido os meus objectivos? Os outros continuam mas eu não. E que mal há nisso? Houve gente que parou antes de mim.

E amanhã começo de novo.

A minha vida nada mais é que um jogging de sentimentos.

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Subjectivismo da Sabedoria Azul


"Franklin sabia pelos dedos dos pés contar, e os sapatos apertar"

Fazendo um balanço da minha estadia na Terra, contraponho o que já sei e o que me ainda é desconhecido.

Sei que a Terra gira em volta do Sol e a sua temperatura média são 15º, sei que já houveram duas guerras mundiais, distintas entre si, mas semelhantes na inutilidade, sei que Bill Gates é o fundador da Microsoft e Pasteur descobriu a penicilina. Sei que o CFC's contribuem para a redução da camada do Ozono, que o valor de Pi é aproximadamente 3, 14 e o Teorema de Pitágoras se traduz pelo quadrado da hipotenusa ser igual à soma dos quadrados dos catetos, num triângulo recto. Sei ainda que o coração tem duas aurículas e dois ventrículos e que Jonh Locke defende o Empirismo. Sei que Eça de Queirós escreveu "Os Maias" e "A Tragédia da Rua das Flores", sei que D.Pedro nunca mais foi o mesmo depois da morte de Inês e que Picasso pintou "Les Demoiseles d'Avignon".

Mas sei ainda que a D. Luísa quer sempre uma tacinha de vinho natural, e o Sr. Madamas come sempre com uma faca de serra, sempre. Sei que o Sr. Armando não se lembra do que comeu ao almoço, mas sim do que viveu na Índia há algumas décadas atrás e sei que a D. Prepétua só bebe café com adoçante e que a D. Odete adorava quando eu reparava que ela tinha ido ao cabeleireiro. Sei que o Sr. Rita gosta da bica curtinha e não come arroz porque comeu muito na tropa e que a D. Lucília fica envergonhada quando a tentam juntar com o Sr. Madamas. Sou das pessoas, sou uma pessoa por ser das pessoas.
Tal como o Franklin, sei uma gigantesca quantidade de coisas simples pertencentes ao meu espaço ao meu tempo. Coisas que dão mais alegria aos dias da multidão que me envolve, ou que, pelo menos, a podem fazer sentir melhor.

Ainda me falta aprender muito. Muito sobre a física, a biologia, a história, a geografia, a língua, a matemática...

E muito, muito sobre as pessoas. Sobre ocupar um espacinho nesta sociedade que pode muito bem ser familiar, se assim a concebermos. O que mais almejo é o dom da Palavra, talvez já não esteja tão longe assim...

terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Sim ao Azul, Sim às bolas Amarelas, Sim aos Sóis Verdes-Claro


Há daqueles dias em que tudo é bom. Dias em que sorrimos e zangamos, falamos depressa e amuamos. Dias com ou sem coisas menos boas, que escapam à inteligibilidade humana.
Dias em que ouvimos críticas e não protestamos, em que gentes nos corroem todo o juízo como abutres em volta da carne e nós desprezamos e dizemos “está bem” a tudo, em que nos querem fazer inferiores e nós não deixamos.
Dias em que todas as músicas de rádio são ouvíveis, dias em que todas as notícias são boas, ainda que descanse o Mundo em paz e o céu nos visite e o mar abrace meio planeta, ainda que as areias dos desertos dancem baladas até terras mais longínquas e o gelo dos pólos possua a liberdade, dias em que o não nos soa a sim e as perdas se transformam imediatamente em ganhos.
Dias em que nada nos incomoda e tudo nos satisfaz. O vento não despenteia. A água fria não salpica. O calor não nos faz suar. Os animais não nos amedrontam. A energia não nos cansa.
Dias imprevisíveis, irregulares, e extremamente felizes, em que o Mundo gargalha connosco.
Dia Sim! Hoje é dia Sim. Amanhã sê-lo-á também: “certezo” nisto!
Há e haverá um Sol e uma Nuvem, mas nos dias tais, sentamo-nos na núvem e encharcamo-nos de sol.

quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Aquela Hipocrisia do Mundo Rosa


Falta-me coragem. Mas irrita-me esta cobardia. Irrita-me que gente viva assim e que eu nem consiga olhar. Irrita-me que gente viva assim e que a única coisa que eu faça é chorar. Irrita-me que gente viva assim e que a única coisa que me aconteça é ter pesadelos. Irrita-me, chateia-me, angustia-me.
Para uns são só os ”pobrezinhos de África”. Mas não são. África é já ali. E como podem ser tão frios? É uma realidade. Os pobrezinhos? Não são pobres, são sobreviventes!
Como é que é possível que pessoas, seres humanos vivam sem comida, sem água, sem casa… sem família. É verdade, nós lutamos, fazemos birras, zangamo-nos por roupas, por passeios, por jogos… eles nem dinheiro têm para comer, nem dinheiro têm para ir à escola. MUITOS COM A MINHA IDADE E MAIS NOVOS, NEM PAIS TÊM!
Mas eu não queria fazer este discurso. Já toda a gente o sabe. E é um discurso cínico, irritantemente cínico. Porque ninguém faz nada. Porque eu não faço nada! E porque raio é que eu não faço nada, se sei que há coisas para mudar?
Sei ainda que provavelmente nada farei depois deste discurso. Mas é um facto, eles existem, eles não têm casa, eles não têm comida, eles não têm água.
E nós? Mas, posso tentar recolher-me à minha sensibilidade cínica ferida e, pensar que já não é mau se, ao nos consciencializarmos, passarmos a dar menos valor aos materiais e a dar mais valor ao que mais valor tem. Mas isto também é muito bonito e, mais uma vez, extremamente cínico.
Sinto-me uma miserável ao saber das coisas a que dou valor e ao saber das coisas com que eles vivem. Mas isso não lhes serve de nada. Servia-lhes de alguma coisa se, em vez de me sentir miserável, eu mexesse uma palha por eles.
Podemos tentar ser menos consumistas.
Mas o que eu queria com isto, é que, fujamos ao cinismo e à hipocrisia e consigamos ter alguma ideia de aquilo em que podemos ajudar, mesmo com o pouco que podemos. Podemos ajudar, o Mundo somos Nós!

Menina de Coração Branco


Era uma menina traquina
E, que, mesmo um pouco varina,
Conseguia o que queria,
Sempre pela simpatia.

Era uma menina que todos gostavam
E que até presenteavam,
Pela sua honestidade e sinceridade,
Alegria e acessibilidade.

Mas um dia essa menina caiu,
Porque muita gente viu
Como a menina sorria
E brincou com a sua alegria.

Foi aí que no escuro se escondeu,
A menina que o Sol conheceu,
Mas para o qual nunca mais olhou
Com medo de quem a magoou.

E agora peço à menina traquina
Que volte à antiga rotina,
Para que eu, com o seu amor,
Aprenda a acabar com a dor.

E sei que vai ser igual,
Num contínuo Natal,
Em que a menina faz o bem
Sem olhar a quem.

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Teorias Azul de Sabichão


Porque é que as mulheres vão sempre juntas a casa de banho?
Ora bem, a pergunta que tem, durante séculos, perturbado as mentes masculinas tem uma simples razão de ser. Todas as mulheres vão acompanhadas à casa de banho por pena, é isso mesmo!
Pena, e ai de quem o não admita! Tenho argumentos muito sólidos.
Vejamos. Está um grupo de amigos, rapazes e raparigas sendo que uma tem vontade de ir fazer xixi e, dirigindo-se para as raparigas: “Tenho que ir à casa de banho, quem é que vem comigo?” E, prontamente, mais do que uma se disponibilizam.
E, no caminho, vão a comentar: “Epah! Agora estão a roer-se por querer descobrir porque vamos sempre juntas à casa de banho…”
Entretanto, eles avançam com hipóteses: “ Quando chegarem já lhes pergunto - quem limpou quem?”… “Mas que raio escondem elas que têm de lá ir sempre juntas?”… “Eu acho que é para se consolarem, de angústias.”
Quando elas voltam: “Então falaram muito bem de nós? Nós sabemos que somos todos bons mas podem dizê-lo a nós!”
Elas, à parte, “E depois ainda perguntam porque vamos… é para os vermos felizes, ficam todos convencidos sempre que nós lá vamos! São mesmo tontos”.

Porque é que os pais não gostam de centros comercias?
Esta resposta é lógica. Todos os pais se desculpam com o facto de não gostarem de esperar, não gostarem de ver lojas visto serem são muito machos… e não gostarem de esperar, porque as filhas demoram horas a escolher roupas…etc, etc, etc.
A verdade é que têm medo dos seguranças, isso mesmo. Todos aqueles músculos e, aquele mover de ancas para um lado e para o outro, com aquele intercomunicador que lhes confere uma voz sexy… Não! Não! Não é deles, é de duvidarem da sua virilidade!
E, pronto, é esta a teoria.

Porque é que os homens engordam quando casam?
Todos os homens engordam quando casam porque… e aqui vai bomba:

Deixam de ser obrigados a comer o peixe cozido com bróculos que a mãe lhes fazia.
É isto.

sábado, 20 de Junho de 2009

Retórica Socrática Vermelha


Podemos não gostar das suas decisões, do seu modo de ser, das suas acções e, até mesmo, dos seus ideais. Podemos, inclusivamente, não gostar da sua postura ou da sua presença.

Más temos que reconhecê-lo como um bom político... muito bom político, um dos melhores, ou o melhor da actualidade portuguesa... por algum motivo "está onde está". Sócrates. ("Alguém falou em Sócrates?" [muito Gato Fedorento] ).

Toda a sua retórica quase me convence daquelas coisas que não me convencem. E eu conheço as minhas capacidades de seleccionar informação... mas muitos não são tão capazes de o fazer. Acho que já tinha aqui escrito algures, que o melhor aliado do poder é a ignorância dos seus súbtidos. Tirem as vossas conclusões...

Sócrates tem o dom da palavra (independentemente do termo a que o conceito se aplique), característica que admiro muito, consegue virar sempre o jogo a seu favor e, mesmo quando o estão a atacar, continua a fazer campanha e a "ad misericordiar" um bocadinho com as coisas que lhe "ferem a sensibilidade". Mas com estas e com outras vai angariando os votos daqueles que até estão chateados, mas que ao ouvi-lo começam a "perceber a sua perspectiva".

Eu reparei nisto no outro dia, na sua entrevista. Tive pena de não a ver toda, mas estava (supostamente) a estudar geografia para o exame (que já foi!). Mas deu para perceber que, ele passou a entrevista a fazer campanha e que, ou a jornalista era a sua melhor amiga e nós não sabemos, ou não o conseguia atacar.

Enquanto não vier um melhor, contentamo-nos com este, bom ou mau, é o que há.

segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Um brilho Azul (pah se calhar é verde, mas acho que não)


Parece que a minha projecção de futuro não se desmoronou, parece que ainda tem alguma continuidade, parece que consegui ver de novo a luzinha ao fundo do túnel. A Luz dos teus olhos, e, ai, se soubesses o sorriso que tenho nesta cara de parva ao escrever isto. Para mim já tinha acabado, estava feito… isto é, desfeito. Mas admito que, provavelmente, sempre tenha acreditado num reencontro “à antiga!”.
Pensei que tivesses mudado, que estivesses como todos diziam que estavas, que estivesses como eu própria tinha sentido, mas que nunca tinha revelado… mas não, pareceste-me tão como eras outrora, pareceste-me tão próximo, tão conhecido… Os teus olhos tão puros, o teu sorriso tão livre, sem farsas.
Eu sei, muito provavelmente foi um dia bom, alguma réstia de saudade e talvez estejas tão partido como me havia apercebido. É a realidade. Mas não, com certeza que já não estás rodeado por aquela mancha meia sombria que te consumia. Eu espero, eu acredito.
E não quero saber do que os outros dizem ou não de ti, eu nunca ouvi nada e não ouvirei até deixar de acreditar em ti, mas não quero que isso aconteça. Acredito em ti. Na tua pessoa, no teu coração, na tua alma.
Eu precisava tanto de demonstrar como estava feliz, nem que seja nesta pequena ilusão.

Ah! Parece que o PSD ganhou as europeias, mas pelo que ouvi, nenhum dos partidos fez uma grande campanha relativamente à Europa. Eu sinceramente não tomei muita atenção.

quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Sufocas-me Cinzentamente


Não sei o que sinto. Não sei por quem sinto. Não sei porque sinto. Não sei como sinto. E nem sequer sei quando sinto.

Mas sei que sinto.

Sei que me irrita incessantemente essa tua insolência , sei que me irrita ainda mais, ser incapaz de to dizer, e que me mete raiva estar cada vez mais acorrentada áquilo que não queria sentir, estar cada vez mais sufocada por aquilo que me prende a ti, e ser tão, mas tão impotente quando me falas.

Sei que sinto vontade de te bater. Sei que sinto vontade de te acordar. Sei que sinto vontade de estar contigo. Mas não quero! Essa tua inconstância, esse teu querer-não-querer, esse teu descaramento camuflado.

Tudo me chateia como um dia ventoso que me despenteia e não me deixa ver. Mas tudo me faz querer mais de ti como o próprio dia ventoso que me manda a brisa que me refresca e me faz sentir livre. Mas tu fazes sentir-me presa, presa a uma coisa que não tenho, que não quero ter, ou que não gostava de querer ter. Presa a esse teu despenteado emocional.

Mais valia partir as correntes... mas não consigo.

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

O Mundo do Azul Bebé e Rosa Claro

Crianço e gosto de criançar. É verdade, crianço com frequência. Porque, por muito que cresça, felizmente, não me desprendo daquele fiozinho de nylon que me liga à infância.
Tento acreditar… e acredito… ou finjo que acredito para não me chatear. Ingenuidade, é capaz. Mas não sou tão ingénua assim, o que é bom.
Tento ser sincera, mas ainda me falta muito para assim me poder considerar. Não gosto de magoar, o que é bom. Sim as crianças sabem quando magoam.
Mas e, se todos mantivéssemos o fiozinho de nylon? Todos seriamos espontâneos… o meu sonho é viver num mundo espontâneo, queria acreditar nessa possibilidade, é verdade, mas a fragilidade do meu fiozinho começa a não permitir que eu acredite em tais utopias.
Mas seria, realmente bom: Um mundo como o das crianças (algumas) em que se dissesse o que se pensasse, em que não se jogasse com sentimentos, em que se deixasse as correntes da imagem e o bichinho do poder. Um mundo melhor, em que mostrássemos o que realmente somos.
Mas não, não aprendemos com elas. E ainda há quem diga que são infantilidades. Opiniões… mas não me convencem.
Não é preciso ter mais que… ou parecer mais que… as crianças são genuínas e eu tento ser como elas. A cultura das aparências e do poder influencia-me, é verdade, mas não me sinto realizada ao vê-lo acontecer. Não, não me vou render… nunca me renderei.
Eu cresço e evoluo e amadureço e cresço, mas quero continuar a usar a filosofia das crianças. Com peso e medida, todo deveríamos criançar. Eu crianço e hei-de continuar a fazê-lo.

domingo, 24 de Maio de 2009

Xico-Espertice Verde, Amarela e Vermelha

E assim que se sentam: CLIC!
( Muito alto e sem se perceber metade das palvras - são nortenhos e falam todos da mesma maneira porque nasceram da mesma barriga)

"-AH eu comprei um carro novo: Um Mercedes!
-O meu ainda não deu problemas, consigo andar a 200 à hora!
-Olhem o meu não é Mercedes mas é como se fosse sobe uma inclinação na (e agora é a mudança espectacular que mais nenhum carro consegue faszer mas que eu não sei qual é).
-E eu daqui até à terra demoro duas horas e meia!
-Eu demoro duas!"

E eu digo, então e fazerem uma corrida até Marte? Não?

(Mais tarde)

"Eu ontem fui a terra!
Ah eu fui lá no mês passado.
Olhem eu estou lá com os pais de dois em dois meses.
Ah eu só não vou porque não posso, mas quando puder..."

Mas e quem é que disse que os queriam lá na terra?

"Aichhh eu ontem vendi 500 pastéis de bacalhau!
E eu? 400 empadas!
O meu bolo rei, se mais tivesse, mais vendia: 700!
Mas nada bate o meu caldo verde: tumba tumba tumba sempre a sair!

Olhem, pra mim é só um café e um copo de água! Brigada!

quinta-feira, 14 de Maio de 2009

O Sorriso desses teus Lábios Rosados


Sorrio

e pensas que estou bem

sorrio

e acho que o posso estar.


Sorrio e escondo

Sorrio e omito.

Sorrio,

para não saberes.


E por muito que não queira,

sorrio.

Por muito que me magoe,

sorrio.

E não deixo de sorrir.


E tu consegues ver a luz,

e pensas que estou bem,

porque eu sorrio.


Sorrio para saberes que sou eu,

e não quero sorrir.

Mas sorrio.

E tu sabes que sou eu,

e pensas que estou bem.


Mas, por muito apegada, ao rótulo

de sorridente, que eu esteja,

nem sempre me apetece sorrir.

Mas sorrio,

porque sim.


Sorrio porque sei que

pensas que estou bem.

segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Cravos Vermelhos vs. Lápis Azul


É um facto, foi 25 de Abril.


Todos o adoram, porque não trabalham, porque não há escola, porque talvez o patrão dê fim-de-semana prolongado ou deixe fazer ponte... (este ano até tiveram azar porque calhou a um Sábado!)

Mas e o feriado é porquê? "Ah foi uma Revolução que tirou o Salazar do governo." Muitos responderiam.

Mas muito pouca gente se dá conta da importância que teve. E falo mesmo pelos jovens que, não tendo vivido naquele tempo, não se dão conta do que significou. Eu também não vivi naquele tempo, antes de o Salazar (grrr) cair da cadeira e antes do Marcelo Caetano ter fugido de Portugal. Mas sei o que trouxe: Liberdade.

Algum dia, naquele tempo, poderia eu dizer que, deixa cá pensar... "o sistema de ensino português carece em muitos aspectos" sem codificar isto para "os jovens de hoje em dia não sabem das coisas da vida"? E sabe se lá se a mãe não me teria de ir levar um bolinho a Caxias...

Gente, não percebem que dantes nem se podia abrir a boca?! Acordem para a vida, cultivem-se! Não podemos deixar passar o "tal feriado" como se nada fosse. Isto acontecia há 35 anos atrás!

Todos nós aprendemos sobre isto na escola, mas a teoria da escola não implica que se saiba realmente o que aconteceu e, sinceramente perde um bocado a emoção que tem quando é contado por avós, tios, pais...


Muitas pessoas arriscaram as suas vidas, arriscaram tudo para sermos livres! E nós, aproveitamos essa liberdade?

Quantas vezes se ouve barbaridades do género : "Votar? Eu? Os políticos nunca cumprem as promessas! Não gosto de nenhum, não voto! Além disso dá muito trabalho..."

Gente, têm noção da quantidade de pessoas que poderiam ter sido presas, espancadas, mortas por terem feito a revolução, se algo não tivesse acontecido como planeado? Têm?

E depois, é ilegítimo, para quem não vota, criticar seja o que for do governo, porque se não queriam que ganhasse este, não fizeram nada para que o outro fosse eleito.

Saberiam a falta que vos fazia votar se voltássemos à ditadura... Ainda há quem diga "No tempo do Salazar é que era bom!" Sem dúvida, quando a população morria à fome, quando quanto mais ignorantes as pessoas fossem melhor, quando jovens deixavam famílias para ir para uma guerra contra a independência do que nunca deveria de ter sido nosso, quando se ia preso por escrever canções sobre liberdade, quando tudo era feito para que não se desenvolvesse o país... por alguma razão estamos quase sempre na famosa "cauda da Europa".

Nós estudamos, nós sabemos, não deixem que a ignorância nos tome e que permita que sejamos iludidos. O melhor aliado de um regime ditatorial é a ignorância.


Se, actualmente somos ou não livres, é uma questão muito subjectiva. No entanto, só nos compete a nós chegar aos objectivos pretendidos: mudar o que está mal e manter o que está bem.

Não se esqueçam que podemos ser muito livres, mas nunca o seremos de verdade se a nossa mente continuar acorrentada a preconceitos, a ideias feitas, a diz-que-disse's.


(TEXTO CENSURADO) se fosse há 37 anos atrás, por exemplo, a esta hora já a minha avô me teria ido visitar à cadeia, levando uns pensinhos para as pequeninas fridinhas que teria, por ter escrito este texto.

segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Amarelos Efeitos da Imagem na Sociedade Seca


Ainda bem que não sou daquelas adolescentes que pensam que o mundo gira em seu redor, que ligam mais ao que vestem do que ás pessoas que as rodeiam e que têm uma auto-estima tão alta que se julgam donas de tudo por onde andam.

Ainda bem que não sou daquelas jovens deprimidas que encaram tudo como um novo drama, e que vêm as coisas sempre de uma forma tão feia, como se os outros as tivessem sempre a prejudicar e, se submetem ainda que não seja sobre elas exercido qualquer tipo de soberania, às acima referidas.

O post, há uns dias, era para se reduzir a isto que, por certo, já tem um grande significado (nem que seja para me auto-convencer de certas coisas e me valorizar), mas hoje decidi completá-lo.

Acho que tudo isto se baseia na imagem. Na imagem que cada um tem de si, na imagem que os outros têm de cada um e, na imagem que cada um acha que os outros têm dele. Para mim, a última é mais poderosa, a mais estúpida e a mais preocupante, sendo infelizmente, a que move mais gente.
Claro que eu não tenho muita moral, por um lado ás vezes acho-me menos que alguém só porque me intimida com a sua imagem e, temo pela imagem que passe. Por outro lado, sei que ás vezes posso intimidar outros que não sintam uma imagem de si tão boa.
Também julgo, é verdade. Também sou julgada, claro que sim e, custa-me bastante,porque ainda não aprendi a lidar com estas coisas, mas isso sou eu que vá, não tenho mais nada em que pensar do que naquilo que os outros pensam...
O que me leva a discutir isto hoje, foi um caso que estive a equacionar. Uma rapariga com má imagem. Deve sentir-se duplamente mal, primeiro porque deve ser alvo de maus juízos e, isto sim é ilegítimo, porque ninguém está mais acima de outrém na inexistente hierarquia social, para que lhe seja permitido julgar de forma humilhante, gozando por exemplo, exercendo o seu poder adquirido pela parvoíce aguda... and so one. E, depois, porque não tem aquele espírito de poder proveniente do brio em cuidar da imagem, daquela pequena vaidade saudável que nos faz recorrer ao "look great", em que nos olhamos ao espelho e pensamos "Caramba, tu afinal és bonita, nem sei como tanta gente não repara" (e lá está o estúpido pensamento nos outros tão presente no meu subconsciente que até aqui aparece).
O facto é que podemos arranjarmo-nos apenas para nos sentir-mos bem, tenho uma amiga que diz, com muita razão, que quando fazemos a depilação coloca-mos o ego muito mais em cima. No fundo, é uma maneira, vá, simples, concreta e meio idiota de traduzir a ideia, mas não deixa de a traduzir.

Mas para verem como esta coisa da imagem influencia tanto a vida das pessoas, temos os exemplos dos empregos. Quanta gente não é aceite em lojas por não ser assim ou assado. Óbviamente, não condeno os empresários, porque se estamos a promover um ginásio não podemos ter uma senhora mais cheinha a distribuir papéis, não chama, tal como não chama uma pessoa com problemas de pele, numa loja de cremes.

Sensuro é toda esta máfia mental que movimenta a sociedade e que sempre existiu e, que nunca vai deixar de existir.

No fim de contas, tu és a exótica e eu a nordica (não se sintam mal perante a incompreensão deta frase, é muito metafórica e tem por trás toda uma situação).

sábado, 11 de Abril de 2009

Fuga lilás, sem rosa a atenuar


Nunca esperei. E, mesmo depois de tudo, continuei a não esperar. Parecia-me tão claro e evidente... Eras tu, como seria possível?
Mudaste, mudaste como eu não imaginara. Talvez bruscamente: Ouvi dizer que sim.
Desilusão... Mas há qualquer coisa nesta palavra de que não gosto: faz-me ter saudades, mais do que as que já tinha. Agora tenho mais. Mais de quem eras de verdade.
A culpa não foi minha. Foi toda tua. Foste tu, a culpa é tua.
Mas e se também tiver sido minha? Não, não foi. Poder-te-ia ter puxado... mas tu nem deste hipótese.
Foste tu. Fugiste. Nem sequer encaraste o que tinhas para encarar. E nem uma explicação ouvi de ti. Tudo por outros... e sem explicação.
E afastaste-te, e afastaste-te dos teus princípios, e afastaste-te do que eu sabia que eras, e afastaste-te de quem te queria bem e não o sabias.
Mas podias ter ficado. Podias ter ficado o mesmo, sem mudança alguma... com esse teu bom coração e essa parvoeira natural. Mas não quiseste e toda aquela redoma se estalou.
Tudo o que eras para mim sofreu estragos. Continuo a acreditar em ti, sim. Mas desiludiste-me.
Espero por quem tu eras autrora... Eras tu, a minha missão.

segunda-feira, 6 de Abril de 2009

A Antítese das Cores: O Preto e o Branco


Estava eu no carro dos papás a ouvir a habitual rádio (renascensa), eis se não, quando começo a ouvir uma música e digo, para mim mesma: "Não acredito, esta música é tão hororosa, para eu começar o dia, mas pronto, vou ter que a ouvir!" E, a seguir, pus uma cara enfadonha.

Mas depois lembrei-me: "Já que a vou ter que ouvir, e que a música é em Português, porque não ouvir a letra e perceber?"

E assim foi.

E descobri um poema lindíssimo.

"Se ela pressentisse
O olhar que me devolve
As ânsias sem idade
Os olhares ao espelho sem piedade
A verdade foge trémula e sem serenidade


Se ele sentisse
Só por uma vez
Que paro quando fala
Que rio quando olha
E coro quando é para mim
E quero que me agarre


Ela nem imagina
Ele nunca me vai ver
Volto a cruzar-me com ela
Fingindo não o ver
E por isso nunca
Ele nunca vai saber
O quanto eu te quero


Ela vai rir-se quando lhe contar
Que um dia quis dar-lhe o mundo
Mas não a soube chamar
O seu cheiro passa solto
E leve como o ar


Ele vai ter um sonho por guardar
O tempo não tem escolha
E a alma passou longe
Adeus! Será que é Adeus?
Eu não te perco mais


Ela nem imagina
Ele nunca me vai ver
Volto a cruzar-me com ela
Fingindo não o ver
E por isso nunca
Ele nunca vai saber
O quanto eu te quero


Se ela pressentisse
O olhar que me devolve
As ânsias sem idade
Os olhares ao espelho sem piedade
A verdade foge trémula e sem serenidade


Se ele sentisse
Só por uma vez
Que paro quando fala
Que rio quando olha
E coro quando é p'ra mim
E quero que me agarre


Ela nem imagina
Ele nunca me vai ver
Volto a cruzar-me com ela
Fingindo não o ver
E por isso nunca
Ele nunca vai saber
O quanto eu te quero


Ela nem imagina
Ele nunca me vai ver
Volto a cruzar-me com ela
Fingindo não o ver
E por isso nunca
Ele nunca vai saber
O quanto eu te quero"


É mesmo isto.


Já agora, a título informativo, fui eu pesquisar a letra e a música chama-se Desencontro e é de Luís Represas.

segunda-feira, 16 de Março de 2009

O cinzento e fechado sistema de Ensino


E é por isto que não gosto do nosso sistema de ensino.

Porque se pode enfiar na cabeça a matéria, nas vésperas dos testes e, tendo uma cultura geral satisfatória e uma boa escrita, se consegue tirar 18's e 19's.

Era tudo tão melhor se aprendessemos, se aprendessemos de verdade. Eu assimilo tanta coisa, quilos de matéria que tenho de saber até uma determinada data e, depois... depois atinjo o ponto de saturação e vou esquecendo o mais antigo.

O essencial não se perde, mas tudo o resto...

Esta gente devia aprender, que nós aprendemos (passo a redundância) com trabalhos, sobretudo trabalhos de campo que nos motivam. Depois de robarmos tempo de uma aula para fazermos uns inquéritos para um trabalho de investigação, a stôra diz-nos: "Oh meninos, se nós não tivessemos que dar um programa, tudo poderia ser bem diferente... Podiamos fazer mais investigações, mais debates, tarefas mais dinâmicas!"

Eu acredito que o saber consiste nessas tarefas dinâmicas, no saber por experiência. Não no saber de ouvir alguém recitar o que está no livro e no que nós sabemos ler (logo, se está no livro e nós sabemos ler, nada mais há a acrescentar...), durante algumas horas, a tentar abrir os olhos porque eles insistem em fechar-se.

Ás vezes sinto que estou no tempo da escolástica em que tudo se aprendia pela interpretação de textos de livros e não com a experiência sensível. Larguem a teoria, foquem-se na prática! Só assim nos vão conseguir incutir alguns conhecimentos. Essa prática pode vir de conversas, de explorações, de recolha de dados...

E depois, quando trabalharmos, vamos pensar: "Ah pois, eu lembro-me disto... de quando fizemos este trablho em que procedemos assim, logo é fácil de se resolver."

Tudo em ti de Vermelho


Aquela magia dos gestos sincronizados,
a suavidade das mãos,
o olhar risonho mas não distante,
o ar que respiras e que eu sinto
e as palavras que pronuncias levemente,
como uma suave brisa que ecoa aos meus ouvidos
e me faz parecer mais leve e mais livre.

E sinto todos os teus desejos
e aprendo com todos os teus erros
e sorrio quando sorris
porque me trás uma felicidade imensa.
Todas as tuas expressões me são conhecidas,
todas elas falam,
todas elas falam por ti e dizem aquilo que tu não dizes,
aquilo que consentes sem gostar,
aquilo que gostas e não comentas.

E toda a tua figura me faz sonhar,
todos os teus pensamentos são a verdade,
a verdade mais escondida que eu quero descobrir,
toda a tua postura me rege.
Os teus olhos iluminam,
a tua boca guia,
os teus ouvidos escutam
e o teu andar,
o teu andar abre caminhos.
Os caminhos que eu preciso seguir para te encontrar.
(E depois de lerem isto, a resposta à vossa pergunta, é não.)

segunda-feira, 9 de Março de 2009

As Amigas Coloridas


Estava aqui a acabar de escrever uma dedicatória de aniversário para uma das minhas melhores amigas e percebi o quanto as melhores amigas são importantes para mim.

Se calhar não é bom. Se calhar não é bom estar assim tão dependente das amigas, das melhores amigas... mas por outro lado, sei que elas nunca me vão faltar. Já deram provas disso.

Adoro cada uma à sua maneira... claro que tenho amigas muito proximas, mas as melhores amigas, as melhores amigas são aquelas tres.


Aquela que eu adoro, aquela que comigo cresce, aquela que me dá um sorriso, que me arruma as coisas de ginastica dentro da mala minuscula, com o seu toque especial, aquela que encontra as coisas que eu procuro, aquela que se dispõe a ajudar sempre, mas sempre que eu preciso e, que tem sempre, mas sempre tudo o que eu preciso, nem que seja um abraço. Ela que me mostra o caminho e que me faz acreditar que tudo é possível. A que tal como eu, acredita no mundo, acredita nas pessoas, acredita na Humanidade.


Depois temos aquela que já é um dinossauro na minha vida. Depois de tantas fases que já passei por ela, creio que esta é a melhor (se bem que aquela da primária na altura das descobertas também foi muito interessante!). Como é a antiquíssima, já me conhece de gingeira. Esta não vale a pena tentar enganar, falar de mansinho, ou fazer ronha. Sabe sempre as minhas segundas intenções! É aquela dos desabafos sobre os conflitos familiares, sobre os meus desamores, sobre tudo, até sobre ela. De vêz em quando torna-se impossível de suportar, segundo novas fontes, sofre de "depressão qualquer coisa", eu cá acho que é parvoíce. Mas continuo a adora-la na mesma. É a mais acessivel, basta ligar que ela aparece... ou apareço eu à sua frente! Ah! pode passar uma semana comigo, que só quando alguém repara, no fim-se-semana, é que ela repara, também, que cortei o cabelo.


Depois temos a outra, aquela com quem sou somente 51% compatível. É um facto, somos como azeite e água. Não gosto de muita coisa nela, mas gosto muito dela. É horrível ir com ela às compras, principalmente se tivermos de comprar alguma coisa em conjunto: tudo o que vimos nas montras que nos desperta a atenção, enquanto eu estou a dizer que adoro, está ela simultaneamente a dizer que odeia e, vice-versa. Irritam-me muitas das suas atitudes, mas isso não invalida que reconheça nela uma verdadeira amiga, que apesar de dizer muita coisa que não gosto de ouvir, está la sempre e lebmra-se sempre de mim, principalmente quando os outros acham que estou a ser mariquinhas. A sua capacidade de observação, faz com que repare em tudo em mim e, que por isso, perceba sempre como estou.


Acho que se elas vierem cá ver isto sabem quem são, por isso, a todas: Muito Obrigado!

Fazem de mim quem sou e fazem com que o Sol sorria muitas, muitas vezes para mim.

Beijinho.

sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Faz de Conta que somos todos amarelos fluorescentes


-"Mas vou de quê?"

-"Vai de agricultora!"

-"Mas isso eu não gosto!"

-"Joana!! Não encontro a saia!"

-"Eu quero ir sexy!"

-"Meninas, e se eu não encontrar o vestido?"

-"Epá é impressionante, só à última da hora é que nos lembramos dos fatos!"

-"E eu ainda não sei como vou!"

-"Eu preciso de um top!"

-"Vai experimentar esta saia."

-"Este fica-te bem, leva!"

-"Ah! Mas é muito foleiro!"

-"E caro."

-"E eu que ainda não enconteri nada..."


Vesperas de Carnaval... O tão aguardado momento do ano, em que podemos ser o que quisermos.

Como eu adoro poder ser outra coisa qualquer, maquilhar-me, pentear-me...

E ir às compras!

quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

A vida rosa dela


Esta é a Joana. Ela era muito pequenina, mas agora cresceu e percebeu que pode pensar cada vez mais e cada vez mais além. Ela tem opinião sobre tudo e, como acha injusta e má muita coisa, não quer ser aquilo que ela própria critica. Ela às vezes acha que está sempre bem e que os outros é que estão mal por não gostarem dela ou das suas atitudes. Mas depois, noutros dias, usa essa sua capacidade de pensar e tenta lembrar-se se as pessoas não se chateiam com ela por ela ser aquilo que critica. Por vezes chega à conclusão que quem a critica também está a ser como aquilo que critica e que por isso não deve dar valor, mas em alguns casos, também sente que não procedeu bem e que ao ser igual a quem a critica e que faz o mesmo do que aquilo que critica (perceberam?), está de novo a ir contra os seus princípios. Bom, o facto é que a Joana não conhece muito bem os seus defeitos, ou pelo menos aqueles que as pessoas consideram os seus defeitos. E, também se baralha nas suas qualidades às vezes (pronto, ela sabe quais são mas gosta que lhas digam sempre, por isso!). Daí que o vosso objectivo é ajudar a Joana. Por cada vez que ela passar pela casa dos seus defeitos, volta a casa de partida. Se parar em defeitos que não sejam os dela, fica uma vez sem jogar ou dá uma vida a um dos seus amigos que têm esse defeito, para os ajudar a melhorar. Se calhar nas suas qualidades, avança três casas, ou ganha uma vida e, se parar numa outra qualidade que não seja a sua, vai para a mesma casa do seu amigo mais avançado, ou ganha duas vidas porque conseguiu ser melhor do que já é!
Ajudem-na a percorrer o percurso com o maior número de vidas possível até chegar ao “Não lhes ligues porque és a melhor!”, com fundamento.

quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Boa Sorte, a utilidade da confiança branca

Olá! Já não escrevia há algum tempinho...
Tenho tido algumas ideias, mas nada de especial.
Até que me surgiu uma ideia: As voltas que este mundo dá.
Penso nisto muitas vezes e, cada vêz mais, a sério, coisas que eu há alguns anos pensava completamente impossíveis, são realidade agora. Isto leva-me a reflectir sobre o futuro... já viram? Se calhar os meus inimigos agora serão meus amigos no futuro e vice-versa e, será que me vou apaixonar pelo rapaz de quem agora não posso ouvir falar? Parece coisa de novela, mas acho que vocês já devem ter percebido que não é.
Tudo se transforma muito quando vamos para uma turma nova, as pessoas que nós conheciamos de vista, tornam-se importantes... importantes porque não conseguiriamos passar sem elas ou pelo contrário, importantes porque seriamos muito mais felizes sem elas. Claro que as primeiras têm muito mais valor para mim, né?!
O facto é que nunca pensei que algumas coisas acontecessem, gente a principio estranha, torna-se nossa confidente, nosa companheira, nossa camarada, nosso ódio de estimação ( grrr ), nossa fonte de contactos, nosso ponto de apoio, nosso arranque e nosso travão, nossa amiga!
Para tudo isto é necessária confiança e é essa confiança que se ganha todos os dias, nas mais pequenas coisas, nos mais pequenos actos, nas mais pequenas expressões, hesitações, nos mais pequenos sentimentos e naquilo que somos quando somos expontâneos, sinceros, compreensivos...
A confiança ganha-se com o tempo e com os pontos que vamos encontrando nos outros que são comuns a nós mesmos. Assim se cria a amizade.
Um grande passo para o ganho de confiança são os segredos.
Muita gente pensa que eu ainda não sei guardar segredos, engana-se. Os segredos mais íntimos, mais importantes... não os conto, decerteza. Nem os meus, nem os dos outros. É verdade, há alguns anos escapavam-se me muitas vezes os tão valiosos segredos, mas uma coisa que eu não sou, é burra e insensível, portanto, tudo o que se escapou não iria ter muito graves consequências. Claro que agora todos os meus amigos confiam em mim (I hope so), o que quer dizer que já dei provas que podem sempre contar comigo, vá pronto um mexerico aqui e além é normal, mas nunca é sobre as coisas que me pedem que não comente. Eu respeito porque também gostaria que me respeitassem se estivesse em tal situação.
Admito, é me muito difícil guardar algumas coisas, principalmente quando sei que se calhar as consequências até seriam boas. Mas não sou eu quem tem de decidir isso. É a própria pessoa que fala comigo.
Ah! a relação com a confiança é que numa das reviravoltas do mundo, alguém confiou em mim e isso fez com que eu percebesse que sou útil de vêz em quando.
Portanto, só vim aqui dizer... pronto admito, isto está enorme, mas até é capaz de estar interessante!
Trust me. I help everyone when I can.

segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Estou a modos que laranja de irritação, podia ser pior...

Eu não criei este blog para falar essencialmente de mim, mas sim da minha posição e da posição de jovens mais ou menos bem formados, sobre alguns aspectos reais e contemporâneos.

Mas, hoje, ai, eu preciso de escrever...

Sinto-me como um saco de boxe, epá sem dramatismos, mas fogo, parece que ás vezes nada me corre bem. Tou farta, só isso. E, não, não tenho nada. Apenas estou farta, quero que me deixem um bocadinho, que me "deslarguem" do pé.

Talvês seja eu que espere mais dos outros do que aquilo que realmente mereço, ou talvês seja eu que esteja mal acostumada.

Mas acho que, por vezes, não custava muito porem-se no meu lado, verem com os meus olhos, sentirem com o meu coração.

Fogo, custa muito fazerem-me a vontade às vezes, quando eu faço aos outros muitas vezes, também? Custa muito verem que eu estou chateada e não picarem ainda mais? Custa muito porem-se no meu lugar?



Peço desculpa, epla crise, mas acho que estou em idade disso...

Beijinho.

quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Uma sociedade meia roxa II

Eu, supostamente publiquei o texto anterior ontem, só que como não estava a conseguir postar, publiquei-o hoje.
Isto tem importância, porque tenho novas informações, mas não quis estar a mudar o texto anterior, porque queria conservar, na íntegra, o que estava a sentir no momento.
Os novos dados revelam que afinal não foi o outro senhor que foi assaltado, mas sim a minha prima e umas amigas. Provavelmente o outro senhor foi atras dos... como é que eu lhes hei-de chamar... aspirantes a rebeldes.
Estou apática, novamente.

terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Uma sociedade meia roxa


Ainda estou parva.
Não sabem o que eu vi hoje, infelizmente.
Estava eu muito bem, na minha rua a falar com uma amiga, eram cerca das oito e meia, quando vemos dois ou três rapazes (não chegámos a nenhuma conclusão em relação ao número) a correr, estando um deles com uma pasta de adulto na mão. Ambas tememos o pior. Desviamos o olhar e observámos um senhor apático, com tudo aquilo. Prvavelmente o assaltado. Não houve ameaça, nem arma, só rapidez.
Eu fiquei sem palavras e, só me vinha à cabeça, o clichet: "Mas como é que é possível?"
Para além de toda aquela situação me assustar, porque afinal de contas, é a minha rua e isto vem provar que não estou segura em nenhum lado nem a nenhuma hora, o que mais me aterroriza são as causas morais deste acontecimento. Ou seja, o que é que pode ir na cabeça daqueles jovens, com cerca da minha idade, para roubarem uma pessoa?
A sério eu não compreendo, como é qu eu posso ser feliz numa sociedade assim. Ninguém respeita ninguém! Se não gostamos que nos tirem as coisas, porque raio é que havemos de as tirar aos outros?!
Tenho raiva deles, tenho raiva desta sociedade, e no fundo de todas porque são todas assim, tenho raiva desses parasitas que impedem que toda a gente seja feliz, até eles próprios e, sinto-me triste, muito triste, por saber que isto nunca vai mudar, triste por saber que ninguém compreende que não se faz mal porque se vai preso, mas que não se faz mal, porque não gostamos que nos façam mal a nós!
Porquê que nem toda a gente pensa como eu? Porquê que há tanta maldade, se não gostamos que nos façam mal a nós? Porquê que as pessoas se vingam, se no fundo só estão a fazer o que os outros, de quem se vingam, também fizeram? Porquê que se goza? Porquê que se rouba? Porque é que se mata? Porque é que se maltrata?
Se queremos ser felizes temos que fazer os outros felizes, só assim gerando uma cadeia de bons valores, de generosidade, de solidadriedade, de paz é que vamos conseguir ser todos felizes!
Sei que é uma utopia, sei que muita gente está agora a pensar "Coitadinha da menina, ainda é pequena e não sabe como funcionam as coisas!" Não é isso, eu sei muito bem, por isso é que acho que não custava nada, dár-mos mais um bocadinho de nós, para espalhar a felicidade pelo mundo.
Não sou parva, apenas acredito que não há pessoas más, mas menos boas. E as más, devemos ignorar.
Eu sei que os ladrõezinhos não estão a ler isto e, que por isso, não vai levar de novo a mala ao senhor, mas se conseguir expressar o que sinto para que alguém me entenda, jé é muito bom.
Beijinho.

sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Estarei sempre no meu cantinho rosa...


Eu tenho reparado numa coisa em mim...
Mas sempre foi assim.
Não é frieza nem insensibilidade, eu apenas... não sei.
Eu não sei consolar, principalmente pessoas com quem não tenho muita confiança.
Não é bem consolar, é aquilo de ver-mos alguém a chorar e dár-mos a tal palmadinha nas costas, a festa no cabelo.
Eu, simplesmente, não sou capaz. Não consigo. Não sei se é bom ou mau... mas não consigo!
O meu braço não se mexe, a minha boca fica muda, o meu olhar desvia-se.
Eu sei que talvês precisem do meu apoio, mas eu prefiro dá-lo com acções. A mim, tudo isso me parece um pouco cínico, não sei bem, acho que nós não compreendemos a dor dos outros, é impossível, logo não adianta fingir que tal acontece...
Eu sinto-me esquisita se realizar um desses gestos, desses pequenos gestos que se calhar até fazem a diferença e eu não sei... ou talvês não.
Claro que é importante, quando estamos triste ou a precisar de apoio, termos alguém com quem sabemos que podemos contar. Eu, pelo menos gosto, significa que não estou só.
Mas eu não consigo demosntrá-lo, eu estou ali, é essa minha maneira de prestar apoio, mas sinto-me incapaz de proferir palavras, tudo me soua mal, sinto-me incapaz de bater nas costas, parece-me cínico, sinto-me incapaz de ter algum gesto de carinho, pois tenho medo de magoar, tenho medo de não estar a altura do apoio que os outros precisam.
Apenas prefiro... refugiar-me em mim própria, no meu palácio interior, e lá permanecer até que esse alguém necessite de mim.

sábado, 20 de Dezembro de 2008

A despedida verde


-Sabes, preciso de dizer-te um coisa…
-O que é?
-Eu tenho que…
-Não vais comigo à festa, eu sei… tu não gostas dessas coisas.
-Não é isso, eu tenho que me ir embora.
-Sim, eu sei, vais passar as férias em Londres, na casa da tua prima. Já me tinhas dito.
-Não estás a perceber, eu vou-me embora… Para sempre!
-Para sempre? Mas porquê, eu amo-te! Não te podes esquecer de mim assim. Não podes deixar-me assim. Não podemos acabar assim. Vais para onde? E, porquê?
-Os meus pais vão mudar-se. Pensa, eu já cumpri a minha missão.
-Missão, mas qual missão?! A tua missão é ficar ao meu lado para sempre! Eu venero-te, e eu sei que tu também me amas!
-Sim, mas escuta. Tu eras frio, eu tornei-te sensível. Tu eras desconfiado, mas confiaste em mim. Fazias-te de intocável, mas no fundo precisavas de alguém que te tocasse. Eu toquei-te no coração, na ferida que teimavas em esconder. Eu ouvi-te, eu curei-te. Juntos tornámo-nos mais corajosos. Eu fiz-te perceber, que não é a esconderes a tua fraqueza, que vais ser mais forte que os outros. E que não precisas de ser mais forte que os outros.
Eu amo-te assim. Eu amo-te como és! O que importa se ganhas mais? O que importa se desafias mais? O que importa?
Tu agora compreendes. Tu deixaste de ser aquele que se ri dos outros e que faz os outros rir, mas que no fundo se revê naqueles de que se ri.
Tu és bom, tu és o meu herói e, agora tu sabes isso. Tu sabes que nunca ninguém te abandonará. Tu sabes que não precisas de ser rebelde para que gostem de ti. Tu és tu mesmo.
-Eu sei isso tudo, mas eu sou assim contigo ao meu lado. Assim que entrares no carro e que eu nunca mais te vir, eu vou voltar a ser o mesmo. O mesmo parvo sem rumo na vida, que nunca chegará a ser ninguém porque não admite que é humano tal como todos os outros.
-Isso não vai acontecer, tu nunca foste má pessoa, não é agora que o vais ser. Foste orgulhoso? Sim foste. Foste presunçoso? Sim foste. Foste um pouco egoísta? Sim é verdade, foste. Mas se tu reparaste, todas estas formas verbais estão no pretérito perfeito. Tu já não és assim.
-Pois não, não sou. Graças a ti. Mas, e quando tu me deixares?
-Nada vai mudar. Porque quando alguém nos mostra o correcto, nós já não conseguimos fazer o mal. Porque alguém nos mostrou o sofrimento que causamos aos outros e a nós mesmos. Eu acredito nisto e, sei que tu também acreditas.
Encontrarás alguém. Alguém que já terá o terreno preparado para te amar e para ser amado por ti. Foi esta a minha missão.
Talvez a tua missão seja fazer esse alguém feliz, mas não eu.
Eu nunca te esquecerei. Mas o tempo cura tudo e, um dia vou lembrar-me de ti, como uma pessoa maravilhosa que me fez viver alguns dos momentos mais felizes da minha vida.
-Eu também nunca te vou esquecer, mas eu não vou conseguir gostar de algém como gosto de ti.
-Vais sim, e quando encontrares esse alguém, espero que tenhas as boas lembranças que eu terei.
-Tens mesmo de ir.
-Tenho, mas eu vou dando notícias. Talvez mais tarde nos encontremos e poderemos ser amigos.
Mas agora, eu tenho que ir.
-Eu amo-te, mas por te amar, vou deixar-te ir. Eu confio em ti e, naquilo que fazes.
-Adeus.
-Até já.
E despediram-se com um longo e profundo beijo que nunca se apagará de suas memórias.


Eu acredito que todos nós vivemos em algum lugar, e em algum tempo, porque temos uma missão, ou mais para fazer e, por vezes nem nos apercebemos disso. E vocês, acreditam?

quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Para mim, é ver as coisas a cor-de-rosa!


COMO MANTER-SE JOVEM ?

1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. (Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda sempre: Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. 'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem Aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhora-la , procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa

10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.

segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Amarelo da Fome? Não me parece!

Hello!

Já cá não vinha há algum tempinho...

Tive alguns problemas, nomeadamente, o aparecimento do Cocas na minha vida!

E perguntam vocês: "Quem é o Cocas?"

E eu respondo: " É o meu quisto dermoide no coxis!"

Bom, isto para dizer que odeio hospitais, e tudo o que isso envolva e vou ser operada, e apesar de ser uma coisa muito simples, a palavra assusta-me!

Vinha cá falar sobre o Natal e o consumismo e blá, blá, blá. Mas surgiu-me agora um tema que me anda encravado na garganta há muito tempo.

Perto de onde estou, existe um centro que recebe alimentos do banco alimentar, para oferecer às famílias mais "carenciadas". Tudo bem, por vezes, fazem um indispensável trabalho com as pessoas idosas, cuja reforma nem dá para pagar os medicamentos e, a quem levam os alimentos a casa. No entanto, o que se vê é que no dia em que as tais pessoas vêm buscar o saco com os tais alimentos, vêm de carro (até há quem já tenha vindo de táxi), vêm ao restaurante dos meus pais comprar TABACO ( e meus amigos, quem não tem dinheiro não tem vícios), beber imperiais e comprar bolos!

Quer dizer não têm dinheiro para comprar as coisas para fazer uma sopinha, mas para os bolos já têm, epá!

E depois, é que não são velhinhas quem espera ali pelos alimentos, são pessoas jovens na casa dos 30, 40, 50 anos, que não trabalham ( porque, aliás, se trabalhassem não tinham tempo para ficar uma tarde inteira à espera do saco com a comida) e, andam a ser sustentados por quem trabalha!

Epá sinceramente... Andam os meus pais a trabalhar que nem sei lá o quê para me sustentar a mim e à minha família, e certas e determinadas pessoas que não mexem uma palha, têm o comer de graça!

Digam lé que não é uma sociedade injusta?!

segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Azul Chuvoso

Chuva
Chuva, pequenos espinhos frios,
que depois de assíduos,
se tornam quase insignificantes.
Insignificantes?
Talvês não.
Tornam-se pequenos grãos de areia,
finos, suaves, mas refrescantes.
Sabem bem.
Sabe bem andar à chuva.
Sabe bem, encharcar o cabelo,
pulvilhar os óculos,
molhar a roupa até que fique colada ao corpo.
Liberta, molha, descomprime, refaz.
Reobserva a vida,
agora de uma forma mais liberal,
de uma forma mais tolerante.
Assim devemos encarar as amizades,
devemos encarar as pessoas:
primeiro estranham-se,
depois entranham-se.
É preciso ver para além do aparente.

quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Azul, cor dos Democratas (na América, claro)


Hello!!!
Já ando para escrever este post há imenso tempo. (Vá uma semana.)
Adivinhem lá qual é o tema!!!
YES, WE CAN!!!!!!!!!
ELE GANHOU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A sério, quando soube da notícia (que aliás esperava há muito) não coube em mim de felicidade!
Ok, é na América e muita gente se calhar pensa que esse simples facto geográfico não nos afecta em nada. Errado! Como chefe de Estado (peço desculpa se a palavra se escrever toda junta!) da maior potência mundial actual, no que se refere aos países ditos desenvolvidos, é a pessoa que irá ter o mundo nas mãos. E, depois de todas as asneiras (claro que estou a recorrer ao eufemismo!) que o antigo Senhor Presidente fez, só mesmo uma tomada de posse revolucionária, com ideias completamente opostas, para encaminhar o planeta.
Mas o que mais me contenta, para além de ser de um partido contrário ao do amigo (ironia!) Bush, é que pela primeira vez, irá ser um homem negro a gerir aquela nação tão influente!
E só me consigo lembrar, das palavras proferidas pelo Grande (e, agora sim, sem nenhum tipo de recurso estilístico!) Martin Luther King! Ele tinha um sonho, e mal poderia ele adivinhar que um dia esse sonho poderia ser realizado e mesmo ultrapassado. Agora sim, estamos no a caminho de um caminho ( redundância, ah!ah!) mais justo, mais livre, mais melhor! (agora é estupidez! Morre Joana Catarina, sim, eu chamo-me Joana Catarina!)
Acredito, sinceramente, que agora as coisas vão mudar, acredito que as guerras vão deixar de ser feitas por um motivo qualquer, acredito que os marginalizados da sociedade, pelo menos nos E.U.A., vão sofrer menos discriminação, acredito que um pouco por todo o mundo, se vai deixar de prejudicar as pessoas pela sua cor da pele.
E, sim, é nisto que eu quero acreditar!
YES, WE CAN!
Luto por um mundo melhor, um mundo igual, um mundo que me está a dar provas da sua modernização, da sua lenta modernização, mas da sua modernização. (Paralelismo!)
E com isto me vou, por mim ficava aqui a falar até m,e apetecer. Mas se calhar ainda tenho coisas para fazer e tal...
Beijinhos e não deixem nunca de lutar pelo mundo em que acreditam, porque muitas vezes, as coisas mais impensáveis acontecm.

quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Comunicado Violeta (porque me apetece)


Tenho a dizer, a toda a gente que pensava o contrário, que gosto de comentários, ok!

Não se acanhem! (eu não mordo, só de vez em quando! )


Não tenho escrito muito porque começou a época de testes e blá blá blá, nem tempo para ir socializar através da internet no msn tenho tido, portanto...

Beijinho e boa semana, bom mês, bom ano!!

Sei lá (não tenho mais nada que fazer!) (não é verdade, tenho que ir estudar!)

sábado, 18 de Outubro de 2008

Vermelho, a cor da revolução


Depois de muito se dizer, sobre as greves, as lutas e os protestos contra o novo regime de faltas, venho aqui relatar a minha experiência a este nível e o meu ponto de vista sobre a questão "fundamental".
Dia 15 era suposto ser a greve geral dos estudantes, mas o que qcontece é que, na falta de cadeados, existiu um cordão humano, facilmente derrubado pelos alunos do básico lá na escola. Parece que nesse dia, ninguém quis fazer greve, apesar de toda a divulgação feita. Mas o certo é que a minha turma é de ideias fixas e, de causas, e decidiu fazer greve, embora fosse uma das poucas.
Qual não é o meu espanto quando no dia seguinte chego à escola, e ninguém estava a entrar, mas ninguém impedia, só os assobios para quem entrava eram um pouco constrangedores.
Mas porque carga de água, é que no dia anterior (dia da greve) todos iam às aulas e na Quinta-Feira ninguém entrava?!
É que, não sendo uma greve geral, não fazia sentido aquela, mas pronto o facto é que até deu frutos.
Pena foi termos sido quase os únicos a ir às aulas, mas pronto com este novo estatuto, com mais um dia de faltas nem sei o que aconteceria.

Se alguém tiver alguma dúvida sobre o que contestamos, adianto-me já a respondê-la.
Agora apenas podemos dar o dobro de faltas injustificadas (o que é justo)
Mas so podemos dar o triplo de faltas justificadas, coisa completamente injusta, até porque so temos 3 dias para as justificar.
Imaginemos, Português, que tenho duas vezes por semana, só posso dar seis faltas justificadas. Se tiver três semanas internada, oui de cama por alguma razão, terei de fazer um exame, a averiguar se sei a matéria que, obviamente não vou saber, porque não fui às aulas. E quem diz ficar internada, diz ter uma doença que precise de ser controlada regularmente pelo médico e que implique faltar muitas vezes, ou até mesmo ser um atleta de alta competiçao.
Bom, para além do exame podem ser tomadas outras medidas, resta contarmos com o bom senso doa professores para os diferentes casos, mas nada garante que não sejamos avaliados depois de uma porção de dias doentes.
Ah, espero que os estudantes não desistam de lutar contra este estatuto, pois se não protestarmos, nunca chegaremos a lado nenhum. Os alunos tanto têm razão que muitos professores, os apoiam.
Era só isto que tinha a dizer, beijinho.

sábado, 11 de Outubro de 2008

Um desafio Amarelo (da amizade)

Estava a cuscuvilhar o blog da minha prima, eis se não quando vejo que ela me passa um desafio e um mimo.

O desafio é dizer um defeito e uma qualidade minha e passa-lo a sete blogueiras amigas, espontâneas e divertidas.

O meu maior defeito é a insegurança e a minha maior qualidade é a solidariedade.

E, assim passo o desafio a:

http://desenharumsonho.blogspot.com/

http://missy-florescente.blogs.sapo.pt/

http://acompanhamentopsicologico.blogspot.com/

http://hearseesmelltastefeel.bogspot.com/

http://paocommanteigaefiambre.blogspot.com/

http://andreiaribeiros.blogspot.com/

http://pockets-of-peace.blogspot.com/




O mimo é que não posso receber, pois tenho que o passar a quinze blogs, coisa que não tenho.

Se quiserem ver; http://oficiodopincel.blogspot.com/ é o blog da minha prima.

Beijinhos.

quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Este é incolor, totalmente imparcial


Depois de muito cirandar pelo blog, voltar e voltar a pensar sobre o que raio é que iria escrever, eis que hoje surgiu a oportunidade de falar de uma coisa que me indigna há muito.

Numa aula de inglês, hoje, estávamos a falar sobre profissões ( eu tenho uma pronuncia linda, nem vos digo, mas desenrasca!) e surge o político. Sendo que tinhamos que caracteriza-las com os adjectivos aborrecida, bem-paga, perigosa, excitante e stressante (sei dizer isto tudo em inglês, ena!) e, que não era eu a responder a tal pergunta, a resposta unanime a todos os presentes foi ABORRECIDA e BEM-PAGA!

Pior, é que a professora concordava, e é nesta sociedade,em que todos ignoram a democracia e a sua importância que vivemos. Depois de tudo o que muitos lutaram para a termos!

O problema, é que todas as pessoas, ou vá, a grande maioria, vê os políticos, como pessoas corruptas que querem ganhar o seu dinheiro, mas nao se importam com os outros, prometendo coisas que não podem cumprir. E a fama não vem do nada...

Mas o que eu acho completamente abominável, é que a juventude nao se interesse nem um pouco por este tema. A política não é uma coisa que as pessoas podem ignorar, ou evitar porque é muito chato, se as crianças não forem formadas desde pequenas para eleger quem acham mais competente para os governar, nunca farão escolhas inteligentes.

Lembro-me de no básico nos darem a escolher temas para falarmos em Formação Cívica, havia os Direitos do Homem, a Educação Ambiental, a Saúde Pública, Educação Política, entre outras. Pois nunca ninguém votava nesta última opção, e já nessa altura isto me confundia.

Como é que é possível que os jovens não se interessem minimamente pelas escolhas que podem fazer no futuro e que vão influenciar toda a sua vida e, não haja ninguém que tome medidas!

Devia ser obrigatório termos o mínimo de formação possível sobre política, na escola.

Como é que é possível que no nono ano, pessoas ainda não soubessem quais os partidos políticos que existem e, pior que no décimo primeiro isso ainda aconteça!

Sei que isto pode parecer um assunto sem a menor importância para alguns, mas eu continuo a achar que é de extrema importância.

Pode ser que alguém se mexa, porque eu a tentar informar os meus colegas sobre política não chego a lado nenhum.



Sim, porque esqueci-me de acabar de contar. Eu fiz questão de responder de novo à pergunta e dizer que achava excitante, devido ao facto de se poder decidir sobre a vida das pessoas e, de sobretudo poder incidir sobre a opinião das pessoas, na campanha para se ser eleito.

Podemos mudar mentalidades, e ninguém pensa isso.

Tanta coisa que se pode fazer...

Mas todos me olharam com cara de quem não é normal...

domingo, 21 de Setembro de 2008

Laranja e o regresso à normalidade


Amanhã começam as aulinhas. Mas também, muito mais do que isso. Começa a rotina, os aglomerados de tarefas a realizar simultâneamente, devido à falta de tempo, os programas de televisão deprimentes aos quais nos temos que sujeitar porque não há tempo para outro tipo de passatempos, os deixa-andar no que compete ao estudo e aos trabalhos, etc.

Eu quando começo digo sempre que agora é que é, e que a partir de agora é que vou fazer os trabalhos no mesmo dia em que os mandam, mas umas semanas mais tarde já estou eu a fazer os trabalhos para as disciplinas que vou ter no dia a seguir.

Mas não me preocupo, porque sei que o tempo que gasto em deixar para último os trabalhos de casa, é aproveitado com os meus amigos, ou comigo mesma, pois também preciso de me mimar, não é?!

A verdade é que até estou contente. Por muito que me queixe da pressão, da ansiedade, das desilusões e das exigências, ah e das chatices, dá sempre gosto voltar à escola. Já tenho aquela ansiedade típica das vésperas. Já estava farta dos dias sem nada para fazer, ou no computador enfiada em casa.

O pior é que este ano, não há nada de novo. A sala é a mesma, os colegas são os mesmos, os professores são, maioritariamente, os mesmos. Que aborrecimento, não há nada que eu me divirta a descobrir, mas pronto.

já estou ocupada.

Ah e depois vemos sempre aqueles amigos da escola que não vemos nas férias. Há sempre programas diferentes.

Bom vim escrever isto porque não tinha grande coisa para fazer, mas até que ficou giro.


Boa sorte a quem vai regressar às aulas.


Beijinho.

segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Um azul escuro, abafando-me os pensamentos

Sono. Tenho sono. Desculpo-me com as noites mal dormidas e digo apenas que tenho sono. Sim é verdade que estou cansada. Mas o facto de querer dormir é para pedir ajuda a resolver uns problemas que não quero encarar. Um dia irei fazê-lo. Por enquanto vou dormir.
Quando tiver com as ideias em ordem, talvêz seja mais fácil.

De resto, a semana até foi fixe. Nova experiência.

terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Rosa e a Adolescência


16.

A bela da idade, já a tenho.

Agora já posso fazer todos os disparates que queira e dizer que sou adolescente, é normal.

pior é que eu não penso assim. Se clhar não é uma coisa má, pelo menos, para mim. Talvez não aproveite o suficiente da minha vida anterior à idade adulta, ou talvez seja mais consciente do que qualquer outra pessoa da minha idade. às vezes tenho pena, pena de não me soltar mais, de não fazer o que me apetece, quando me apetece, de pensar tanto, pensar sempre nas consequências.

E o que me dá mais raiva, é quando toda a gente diz, pronto, para ficar bonito, "Façam agora os disparates porque depois não os podem fazer e, que eu quando tinha a vossa idade também os fazia", mas a verdade, é que se pisamos um bocadinho o risco, são os primeiros a repreender-nos.

Eu gosto de não ser impulsiva. Sou consciente. Sou responsável. Não sou medrosa, sou madura.

É óbvio que à parte deste discurso todo, sou uma jovem aparentemente normal, adoro diverti-me. Mas acho que para isso não é preciso cometer excessos.

Depois há sempre aquela parte do "esta geração é uma vergonha" e blá, blá, blá, mas é um conflito que sempre houve. E acho que as pessoas também só prestam atenção ao mal que a juventude faz e, não ao bem.

Temos que mudar isso. Fazer a diferença, mostrar o lado bom.

Vou andando, que´isto agora com 16, dá sono.


Ah! A festa foi o máximo, obrigado a todos!

terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Pequim 2008 e a representação do verde e vermelho


Olá!
Sim, hoje estou bem-disposta, e quando estou bem-disposta o que é que eu faço? Refilo!
Vou refilar, sim. Sobre as críticas que têm saído sobre os nossos atletas dos Jogos Olímpicos. Toda a gente diz que eles não fazem nada e critica a sua actuação, mas a verdade é que nenhum de nós lá está a representar o nosso país. Se as pessoas que criticam conseguem fazer melhor, então porquê que não estão lá?
Pois é. Nenhum de nós treina tanto como eles e, de certeza, que nenhum de nós quer mais uma medalha do que eles.
É óbvio que algumas das declarações não foram as melhores, mas a verdade é que, como disse um senhor na televisão cujo nome não vi, os desportistas estão lá para fazer desporto, não para prestar declarações. É claro que depois de uma prova um tanto frustrada, ninguém está muito inspirado para fazer uma bela declaração harmoniosa contendo tudo o que o país quer ouvir.
E depois vêm uns senhores, também para a televisão, dizer que eles foram para lá foi passar férias. A sério, como é que uns atletas com um apoio destes podem ganhar alguma coisa? O português é assim, quando alguém ganha é o melhor, se por acaso falha, já é uma desgraça. Temos o exemplo da Naide Gomes hoje, a pressão já era tanta para ela ganhar alguma coisa que ela com a ansiedade e o medo de errar, foi mal sucedida.
Aquela de “ de manhã estou bem é na caminha” foi outra frase não muito pensada, mas agora a imprensa está a explorar ao máximo os erros dos atletas, porque é o que o povo gosta, é de drama! Temos que compreender que o fuso horário é muito grande, é uma desculpa, ok. Mas o rapaz de certeza que fez o melhor que pode.
As declarações da Telma, sinceramente, não me espantaram, foi difícil para ela, ela estava esperançada, mas de certeza que percebe mais de judo do que nós, e não sei até que ponto a arbitragem de Pequim é assim tão imparcial.
Houve outra rapariga que disse que aquele tipo de competições não eram para ela, enfim, a respeito a isso, ou ela não sabia o que estava a dizer, ou a frase foi tirada do contexto, o que não era um insólito assim tão estranho, ou então talvez Pequim não fosse o local mais indicado para ela ter estado nestes últimos dias.


Primeiro ponto, não podemos condenar todos os atletas pelas declarações de alguns.
Segundo ponto, a pressão feita pelos portugueses e os objectivos exigidos pelos mesmos, prejudicam o desempenho dos atletas.


Terceiro ponto, temos que felicitar Vanessa Fernandes, que trabalhou e conseguiu os seus objectivos, sendo, por enquanto a nossa única medalhada, Nélson Évora que passou às finais e, na minha opinião, Naide Gomes, porque sabemos que era capaz de melhor, só que q prova não correu como esperávamos.


Quarto ponto, temos que agradecer a Obikuelo, por todas as medalhas que ganhou, elevando a nossa bandeira lá fora, não nos lembrando dos poucos maus momentos, mas sim das muitas boas actuações que fez.

sábado, 16 de Agosto de 2008

Verde escuro dos defeitos


Mentira- Porque não te revelas? Porque não mostras o que és realmente? Pões-te bonita, vestes-te bem, demoras muito tempo a pentear-te e carregas na maquilhagem, porquê?


Vaidade- Porque faço o mesmo que tu. Não acho que seja bonita como sou. Tal como tu. E por isso escondes a verdade para não te sentires mal…


Gula- A inveja também esconde o que é querendo sempre o que os outros têm. Não fica feliz por ter o que tem. Porque não te sentes bem assim?


Inveja- Porque posso ter mais, porque não compreendo como posso ter tão pouco e os outros tanto, porque não sei lutar pelo que almejo. Sou como tu, Gula, não consigo parar de pensar em querer sempre mais.


Injustiça- Dizes que vida não é justa para ti, Inveja? Olha, a culpa é do Egoísmo, por todos quererem o que têm, não o partilham com mais ninguém.


Egoísmo- A culpa é tua Injustiça, se me ensinasses a ser justo, já não guardaria as coisas só para mim. Eu gosto das minhas coisas, são minhas, não tenho que as dar. A arrongância é que não se preocupa com os outros. Porque és assim?


Arrogância- Porque sou como tu, não penso nos outros. Eu tenho sempre razão. E a violência aproveita-se de mim, para fazer o que faz.


Violência- Eu não me aproveito de ti, não tenho culpa que abafes a racionalidade e me faças actuar. Se tivesses inteligência, já não fazia o que faço.


Mentira- E orgulhas-te de ser assim má? De causar tanto sofrimento?


Vaidade- Sim ela usa-me quando se mostra no lado mais forte.


Inveja- Tu, Mentira, não tens o direito de acusar niguém. Muito menos com esses argumentos.
Injustiça- Inveja, não estejas a defender a Violência, porque muitas vezes, és tu que a fazes acontecer.


Egoísmo- A culpa é tua injustiça, se não existisses, já ninguém pensava que podia ser melhor considerado porque sabe lutar melhor.



E continuaram nesta discussão chamando mais alguns defeitos, até se magoarem todos. Mas não aprenderam e continuaram iguais. Enquanto não se começar a ver no outro, o que vemos em nós, eles nunca vão acabar.

sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Crime, talvêz roxo


Hoje decidi vim cá falar sobre o que toda a gente tem falado hoje, ao longo do dia. O assalto à dependência do BES com reféns à mistura.

Não ouvi nenhuma notícia do principio ao fim, aliás, como já é hábito. Mas pelo que ouvi dois indivíduos assaltaram um banco (que nem se quer tinha dinheiro, mas enfim... se cá estivesse o Nuno Eiró diria:"Estudasse!") e como depois se viram aflitos decidiram fazer reféns. Pessoas que não tinham culpa nenhuma e foram sujeitas a toda aquela situação limite.

Agora gera-se uma nova discussão devido à obcessão dos portugueses em falar mal de toda a gente que não seja portuguesa. Isto é, se fossem portugueses ninguém dizia nada, mas como eram brasileiros...são sempre estes, são sempre aqueles... os portugueses são sempre uns santos que nunca cometem crimes (vê-se). É óbvio que em Portugal este tipo de crimes não é comum e eu ouvi, quem dissesse que é um tipo de crime mais típico do Brasil, de certeza que quem o disse percebe mais disso do que eu, mas agora não vamos condenar todos os brasileiros que vivem pacificamente cá, não é!

Só queria lembrar este pequenino promenor muito comum no nosso país.

Agora queria também reflectir um pouco sobre um outro ponto. Os crimes que estão a crescer agora em Portugal. Pronto talvêz estejamos a dramatizar de mais o caso, mas o facto é que cada vêz há mais violência e crimes que outrora nao se praticavam. Mas deve haver em todos os países, evoluimos para o bem e para o mal, infelizmente.

Mas o facto é que não estamos seguros. Até tribunais assaltam... Onde está a autoridade? Eu sei criticar, mas não sei dar soluções, reconheço. Talvêz um dia saiba.

Também não é a mim que me compete pensar nessas mesmas soluções, mas o facto é que se toda a gente pensar assim, então não vamos a lado nenhum.

Acho que para começar temos que pensar na educação das nossas crianças com o intuito de evutar que se tornem possíveis criminosos. Se se começa-se a verificar uma melhoria nesse aspecto já era bom. Já nos bairros desfavorecidos as crianças não cresciam na rua, por exemplo.

é um texto meio atrapalhado, mas espero que se perceba o essencial.

terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Um presente meio acinzentado


Aqueles dias em que não se faz nada. Aqueles dias em que temos sono. Aqueles dias em que não temos paciência para começar alguma coisa, ou mesmo acabá-la. Aqueles dias em que estamos sem vontade de comer, de ver, de sentir.
Tenho um aperto no coração, e as vezes apetece-me chorar. Porquê que nem todos os dias podemos esquecer os problemas? Porquê que não nos conseguimos manter afastados do que nos dá medo quando estamos sozinhos?
Porquê que sozinha me sinto mal, porquê que não tenho aquela força? Porquê que não sinto que vivo noutra realidade, na realidade?
Preocupo-me de mais quando não estou ocupada. As pessoas ocupam-me. As pessoas destraem-me. As pessoas trazem-me à vida.
Hoje eu queria aquele sorriso. Eu queria aquela conversa. A bela da piada. A briga. O disparate. A trapalhada. Aquilo que nos faz soltar uma gargalhada. Ou o desabafo que nos aproxima. Eu queria os silêncios depois das discussões. Eu queria a curiosidade sobre alguém. Eu queria as brutices, os ais de não me toques, os entusiasmos sobre os possíveis candidatos a pretendentes. Eu queria aquele arrepio quando se pensa nos projectos futuros, ou quando estamos a imaginar. Quando estamos ausentes. Queria apanhar ar.

Depois a coisa animou. Acho que sim. Que mesmo depois de um dia mau, há sempre uma boa noticia.
O mundo não vai acabar. Positivismo, é o que espero ter agora nas próximas horas.

terça-feira, 29 de Julho de 2008

Uma vida Verde Alface com riscas Cor-de-Rosa

video

Uma das minhas músicas preferidas, aquela que me alegra, que me faz ver a vida de outra meneira, aquela que me faz levantar a cabeça e lembrar-me de quem eu sou:

Suddenly I See

Her face is a map of the world
Is a map of the world
You can see she's a beautiful girl
She's a beautiful girl
And everything around her is a silver pool of light
The people who surround her feel the benefit of it
It makes you calm
She holds you captivated in her palm

Suddenly I see This is what I wanna be
Suddenly I see
Why the hell it means so much to me

I feel like walking the world
Like walking the world
You can hear she's a beautiful girl
She's a beautiful girl
She fills up every corner like she's born in black and white
Makes you feel warmer when you're trying to remember
What you heard
She likes to leave you hanging on a wire

Suddenly I see

And she's taller than most
And she's looking at me
I can see her eyes looking from a page in a magazine
Oh she makes me feel like I could be a tower
A big strong tower
She got the power to be
The power to give
The power to see

Suddenly I see.

de KT Tunstall

segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Caixa Amarela


-Olá. Trouxe-te uma caixa. Toma.
-O que tem? Está vazia.
-Não, não está. Vê melhor.
-Já vi. Não tem nada.
-Tem sim. Esta é a caixa das nossas recordações. Tem as conversas que tivemos, os sítios por onde passámos, os sorrisos que partilhámos, os segredos que revelámos, as partidas que pregámos, as pastilhas que dividimos, as birras que fizemos, os problemas que desabafámos, as viagens que fizemos através da nossa imaginação, os planos que fizemos…
-Essa caixa não tem isso. Isso não se guarda.
-Mas nós podemos guardar. É a caixa da nossa amizade.
-Mas é apenas um objecto, não é de verdade.
-Mas a nossa amizade é. Por isso vamos guardá-la. É a nossa caixa. Quando nos zangarmos, a caixa vai guardar isso, quando sairmos juntas, a caixa vai arquivar também, quando nos consolarmos, vai acontecer o mesmo…
-Então é a nossa amizade…
-Sim, temos de cuidar dela. E se por acaso a nossa amizade acabar, o que é difícil, um dia vamos lembrar-nos dela ao ver a caixa. E se não nos lembrarmos onde está a caixa, vamos lembrar-nos que a tivemos.
-Está bem. Mas e se a perdermos? A nossa amizade não vai acabar.
-Não. Se a perdermos, sabemos que em algum lugar, estará tudo o que construímos com a nossa amizade, todas as lembranças.
-Onde é que a guardamos?
-Num lugar seguro…

terça-feira, 22 de Julho de 2008

Lembranças: a cores ou a preto e branco


As fotografias.
Porquê que toda a gente tira fotografias?
Eu adoro. E adoro porque cada vez que vejo essas fotografias, mais tarde, lembro-me de situações, de passeios, de brincadeiras, de medos, de tristezas, de alegrias, de parvoíces, de pessoas…
Trazem-me recordações.
Acho que as pessoas gostam de ter recordações.
É tão giro pegar nas fotos, olhar, e lembrarmo-nos de quando tirámos a foto, onde tirámos a foto, quem nos tirou a foto…
Eu também gosto de fotos por outra razão, é verdade. Gosto de ficar gira, gosto de achar que estou bem numa foto, gosto de ficar mesmo linda e de depois mostrar a toda a gente a minha foto. Porque no dia-a-dia, não reparamos na beleza, ou simplicidade, ou simpatia de uma pessoa, mas as fotografias evidenciam essas características que sobressaem através das nossas expressões.
Também há fotografias más, e com essas as pessoas ficam muito chateadas, porque acham que estão feias. E por vezes isso acontece, porque as apanham com expressões menos bonitas, ou tiram mal a fotografia…
Deixem-se fotografar por bons fotógrafos (eu custa-me admitir, mas não tiro nada bem fotografias, tremo logo e sai tudo torto, mas enfim). As fotos, mesmo que não gostemos de as tirar, são lembranças.
É mais fácil lembrarmo-nos de coisas antigas se tivermos um suporte. Esse suporte são as fotografias.

sábado, 19 de Julho de 2008

Comichão e Vermelhão


Vim ontem do local a que vulgarmente chamamos “Terra”. Pode ser no Norte, no Sul, no Centro, no Interior ou no Litoral. Mas tem sempre o mesmo nome: Terra. Pode nem ser a nossa terra porque não somos de lá naturais, mas o facto de os nossos pais ou avós terem lá nascido, torna aquela a nossa Terra.
Bom, vim cá fazer mais que um balanço sobre estes dias, mas como de costume, quero escrever tudo ao mesmo tempo. Assim, vamos por etapas:


O que lá fui fazer?
Fui como vou todos os anos. Fui ver os meus avós, fui ver o campo, fui respirar ar puro, fui comer a marmelada boa da avó, o presunto da avó, o pão lá da vila, fui passear, fui ver a cidade próxima, com todo aquele património histórico, com todos aqueles jardins enfeitados que não se vêm cá em Lisboa, com toda aquela gente a passear sem pressas, contemplando a beleza do local onde vive. Talvez fale das cidades mais tarde.
Encontrei lá mais primos… fui conversar, fui brincar, fui aprender com eles e ensinar-lhes algumas das poucas coisas que sei, fui dormir pouco para tomarmos, à noite, a casa por nossa conta, assaltando frigoríficos, jogando às cartas, escutando atrás das portas…


O que lá me aconteceu?
Como é habitual, fui picada pelas melgas ou bichos seus primos, ou cunhados, ou que têm para com elas algum grau de parentesco.
Era suposto ser este o tema mais importante deste post, mas pronto, quando eu começo a falar nunca mais me calo…
Again… eu tenho uma pele muito esquisitinha por isso quando sou picada fico com grandes borbulhas e muito inchada, também porque tenho muita, muita comichão e como não resisto, coço as borbulhas, logo ficam piores.
É todos os anos a mesma coisa, já cheguei a ter de ir para as urgências.
O pior é que para além de ter uma pele mais sensível do que a das outras pessoas, é sempre a mim que os insectos escolhem para morder. Acho que tem a ver com o tipo de sangue ou assim, mas tenho que ter logo estas duas características! É que se fosse picada e não piorasse era uma coisa, mas assim…
E é impressionante, eu sou picada de noite e durmo, normalmente com a minha irmã ou com a minha prima, pois elas nunca são picada e eu por cada noite que lá passo, nascem-me três ou quatro borbulhas.
Só vim mesmo mostrar a minha indignação com este facto, a minha incompreensão com as atitudes das melgas e a minha solidariedade para as pessoas que passam pelo mesmo problema que eu!

quinta-feira, 3 de Julho de 2008

A Palidez da Doença


No outro dia fui às urgências de um hospital (não vou referir o nome porque ainda me processam ou assim), não porque estava doente, mas porque estava a acompanhar um familiar.

Digo-vos que não entrei lá doente, mas quase saí a precisar de cuidados médicos.

O ambiente era muito máu, de verdade. Na sala dos doentes que estávam à espera da consulta, não havia quase espaço para nos movimentarmos porque este estava ocupado com inúmeras macas de doentes que também estavam à espera de entrar.


Primeiro facto a incomodar-me: porque estão doentes em macas à espera? Já não estão doentes o suficiente para entrarem logo? Entrarem num serviço que se diz urgente?


Esta sala não tinha uma única janela. A porta de entrada dava para um corredor que por sua vez dava para a rua e, a outra era de acesso aos servços médicos. Ou seja, as pessoas estavam "amontoadas" numa sala que não apanhava ar. Toda aquela sala cheirava a doença. As pessoas estavam lá, cada uma com a sua doença, e o espectáculo, não era de todo agradável. O melhor sítio para estar era a casa de benho. Dessa parte não tenho qualquer razão de queixa: cheirava a limpo e estava fresca. Ah, esqueci-me de dizer que a temperatura era muito elevada naquele dia.


Segundo facto a incomodar-me: porque a sala de espera não arejava? Será normal que mesmo quem não esteja doente corra o risco de o ficar?


O tempo provável de espera era de 50 minutos, mas esperámos quase duas horas. E o "meu doente" cheio de dores...

Será que a triagem, realmente, funciona?


Terceiro facto a incomodar-me: porque se espera tanto tempo? Porque não contratam mais médicos que possam atender um maior número de pessoas num menor período de tempo?


Com este texto, tenho como objectivo reflectir sobre o nosso sistema de saúde e as razões pelas quais não funciona. De certo tem a ver com a nossa economia frágil, que impossibilita o investimento nesta área. Mas haverão muitas mais àreas mais importantes que a saúde? Em Portugal, as pessoas não são têm o apoio que merecem nos hospitais, mas será que nos outros países se passa o contrário, como dizem?


sábado, 28 de Junho de 2008

Vermelho: o lado perigoso do Sol


Chegou o Verão e, para acompanhá-lo, vieram as idas à praia, à piscina, o uso de roupas que nos cobrem um bocadinho menos...
Toda a gente apanha escaldões, é uma coisa mais ou menos vulgar. Mas não devia ser, porque estão a aumentar os casos de cancro de pele e isso é, muitas vezes, uma consequência da irresponsabilidade das pessoas que não se protegem do Sol. Por exemplo, quando vamos à praia, não custa nada colocar protector solar. "Ah e tal não fico bronzeado!"-DESCULPAS!

O PROTECTOR SOLAR É INDISPENSÁVEL!

As pessoas ficam bronzeadas à mesma se espalharem o creme, e é óbvio que não precisam de colocar camadas e camadas, mas deve ter-se em conta o tom de pele das pessoas. Uma pele clara (como a minha) precisa de um factor mais elevado do que uma pele morena.
E eu quero lá saber se não fico logo bronzeada!
Primeiro porque se não pusesse protector não ficava morena, ficava vermelha e, depois porque acho mais importante a parte da saúde, de não correr tantos riscos de padecer de cancro da pele e de não andar com dores devido aos escaldões, do que a parte estética.

O que eu acho mais dramático é a irresponsabilidade das pessoas perante a exposição ao Sol envolver, muitas vezes, crianças.
Quantas vezes eu vejo famílias a dirigirem-se para a praia com crianças pequenas, na altura em que eu venho para casa: onze e meia, meio-dia! E quantas vezes especialistas já avisaram que as crianças apenas devem permanecer na praia até ao meio-dia, no máximo?!
Quantas vezes as crianças não estão protegidas por um chapeu de Sol, ou muito pior, nem sequer têm protector! E quantas vezes já avisaram que as crianças devem estar protegidas e que as mais pequenas nem devem ir à praia?!

Informem-se dos perigos do Sol e não achem que o meu texto, embora possa não estar muito bem redigido, é uma parvoíce! Sejam responsáveis pelas vossas vidas e pelas das crianças (e pelas dos idosos que também têm de ter alguns cuidados especiais). Tomem consciência que não nos proteger-mos do Sol pode ter consequências muito graves!

quinta-feira, 26 de Junho de 2008

O negro das incorrecções Linguísticas

video

Este vídeo serve para introduzir um tema, sobre o qual posso falar relativamente bem. Como já havia dito, encontro-me numa zona antiga e, por isso, o isolamento que durante muitos anos esta cidade que outrora fora aldeia teve, contribuiu para o facto de uma grande maioria não saber falar correctamente.


Vocês podem pensar: "Mas isso é normal, há em todo o lad0, os HÁ-DES, os PRONTOS, os FIZI-O, PUZI-O..."


Mas a verdade é que eles falam mesmo mal, um falar mal que não só dá valentes pontapés na gramática, como também, omite e troca letras.


Quando era mais nova, cheguei a fazer um dicionário com as palavras típicas que estes criadores de neologismos natos pronunciavam. Agora, vou citar alguns dos vocábulos possuidores de tão próprias características:


*Tijóis (tijolos)


*Ambulança (ambulância)


*Poliça (plícia)


*Estômado (estômago)


*Paroda (paródia)


*Tografia (fotografia)


*Auga (água)

Assim, com este meu desabafo, espero que não sintam vontade de falar mal, não se deixem de preocupar com esse facto e/ou, que se orgulhem de não o fazer. Pelo menos, porque ficam com mais certeza que ninguém vos gozará por isso!

Mas agora a sério, não deixem que esta nova geração fale mal, porque se nem a nossa língua soubermos falar, como nos iremos internacionalizar falando outras línguas?

quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Um pouco de azul

Hoje vivenciei uma nova experiência: fui ao Yoga!

Pelo que eu sabia, o yoga era um conjunto de exercícios para relaxar, criar flexibilidade, descontrair...
É isso!
Mas é preciso concentração, e essa é a parte mais difícil para mim. É preciso concentrarmo-nos e deixar os nossos problemas de parte, se queremos relaxar.
Também é preciso esforçarmo-nos na parte física, mas sempre tentando obter uma posição confortável. Não é objectivo que doa!
É bom.
Quando me esforço tremo muito porque não estou habituada. Mas a sensação de relaxar é o máximo. E durante aqueles minutos só posso estar concentrada no que estou a fazer. É isso que é bom. Desprendo-me da rotina, do comum, do que faço todos os dias.
Outra coisa importante é que praticamos algum exercício físico, e isso é óptimo para quem tem uma vida sedentária, como eu.

Mexer o nosso corpa faz bem!
Mexam-se e des-stressem-se!

terça-feira, 17 de Junho de 2008

O Rosa da cusquisse

Dei este título a este post, não porque esteja directamente relacionado, mas porque é o que mais se aproxima.
Hoje, deparei-me com uma situação não muito comum no local onde estou. É uma zona antiga e, por isso, a maioria dos seus habitantes já tem alguma idade.
Isso justifica de algum modo, o que eu quero hoje comentar.
Vamos por partes:
Houve um incendiozito numa casa abandonada.
As pessoas assustaram-se.
O problema é que algumas exageraram!
É sobre isso que quero falar. Um senhora, já estáva a dizer que a casa que lá tinha ao pé não existia, e que aquilo ia arder tudo e blá, blá, blá.
Mais um bocado e dizia que havia feridos.
Se eu entrevistasse todas as pessoas que sabiam da história, cada uma ia contá-la de uma maneira difernte, e exagerar para o seu lado!

A mensagem que eu quero passar é a seguinte:
podemos comentar, podemos falar, sim porque eu admito que gosto muito de falar sobre tudo o que acontece, mas adulterar o que aconteceu é mau, primeiro porque quem nos ouve já não aguenta ouvir-nos porque só dizemos disparates e, segundo porque podemos assustar pessoas mais ingénuas ou desconhecedoras da real história.

Uma paleta de cores variada

Criei este blog para falar.
Sim, eu falo muito.
E há coisas que quero falar, mas para as quais não tenho ouvintes.
Gosto de ter uma opinião sobre tudo.
Assim, neste blog vou escrever sobre tudo e mais alguma coisa, sobre o que me apetecer.
Coisas mais importantes, coisas mais comuns...
Vou expressar-me sobre as mais variadas coisas.
Espero que gostem.

P.S. Eu ia dizer mais qualquer coisa, mas agora esqueci-me!