terça-feira, 29 de julho de 2008

Uma vida Verde Alface com riscas Cor-de-Rosa

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Uma das minhas músicas preferidas, aquela que me alegra, que me faz ver a vida de outra meneira, aquela que me faz levantar a cabeça e lembrar-me de quem eu sou:

Suddenly I See

Her face is a map of the world
Is a map of the world
You can see she's a beautiful girl
She's a beautiful girl
And everything around her is a silver pool of light
The people who surround her feel the benefit of it
It makes you calm
She holds you captivated in her palm

Suddenly I see This is what I wanna be
Suddenly I see
Why the hell it means so much to me

I feel like walking the world
Like walking the world
You can hear she's a beautiful girl
She's a beautiful girl
She fills up every corner like she's born in black and white
Makes you feel warmer when you're trying to remember
What you heard
She likes to leave you hanging on a wire

Suddenly I see

And she's taller than most
And she's looking at me
I can see her eyes looking from a page in a magazine
Oh she makes me feel like I could be a tower
A big strong tower
She got the power to be
The power to give
The power to see

Suddenly I see.

de KT Tunstall

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Caixa Amarela


-Olá. Trouxe-te uma caixa. Toma.
-O que tem? Está vazia.
-Não, não está. Vê melhor.
-Já vi. Não tem nada.
-Tem sim. Esta é a caixa das nossas recordações. Tem as conversas que tivemos, os sítios por onde passámos, os sorrisos que partilhámos, os segredos que revelámos, as partidas que pregámos, as pastilhas que dividimos, as birras que fizemos, os problemas que desabafámos, as viagens que fizemos através da nossa imaginação, os planos que fizemos…
-Essa caixa não tem isso. Isso não se guarda.
-Mas nós podemos guardar. É a caixa da nossa amizade.
-Mas é apenas um objecto, não é de verdade.
-Mas a nossa amizade é. Por isso vamos guardá-la. É a nossa caixa. Quando nos zangarmos, a caixa vai guardar isso, quando sairmos juntas, a caixa vai arquivar também, quando nos consolarmos, vai acontecer o mesmo…
-Então é a nossa amizade…
-Sim, temos de cuidar dela. E se por acaso a nossa amizade acabar, o que é difícil, um dia vamos lembrar-nos dela ao ver a caixa. E se não nos lembrarmos onde está a caixa, vamos lembrar-nos que a tivemos.
-Está bem. Mas e se a perdermos? A nossa amizade não vai acabar.
-Não. Se a perdermos, sabemos que em algum lugar, estará tudo o que construímos com a nossa amizade, todas as lembranças.
-Onde é que a guardamos?
-Num lugar seguro…

terça-feira, 22 de julho de 2008

Lembranças: a cores ou a preto e branco


As fotografias.
Porquê que toda a gente tira fotografias?
Eu adoro. E adoro porque cada vez que vejo essas fotografias, mais tarde, lembro-me de situações, de passeios, de brincadeiras, de medos, de tristezas, de alegrias, de parvoíces, de pessoas…
Trazem-me recordações.
Acho que as pessoas gostam de ter recordações.
É tão giro pegar nas fotos, olhar, e lembrarmo-nos de quando tirámos a foto, onde tirámos a foto, quem nos tirou a foto…
Eu também gosto de fotos por outra razão, é verdade. Gosto de ficar gira, gosto de achar que estou bem numa foto, gosto de ficar mesmo linda e de depois mostrar a toda a gente a minha foto. Porque no dia-a-dia, não reparamos na beleza, ou simplicidade, ou simpatia de uma pessoa, mas as fotografias evidenciam essas características que sobressaem através das nossas expressões.
Também há fotografias más, e com essas as pessoas ficam muito chateadas, porque acham que estão feias. E por vezes isso acontece, porque as apanham com expressões menos bonitas, ou tiram mal a fotografia…
Deixem-se fotografar por bons fotógrafos (eu custa-me admitir, mas não tiro nada bem fotografias, tremo logo e sai tudo torto, mas enfim). As fotos, mesmo que não gostemos de as tirar, são lembranças.
É mais fácil lembrarmo-nos de coisas antigas se tivermos um suporte. Esse suporte são as fotografias.

sábado, 19 de julho de 2008

Comichão e Vermelhão


Vim ontem do local a que vulgarmente chamamos “Terra”. Pode ser no Norte, no Sul, no Centro, no Interior ou no Litoral. Mas tem sempre o mesmo nome: Terra. Pode nem ser a nossa terra porque não somos de lá naturais, mas o facto de os nossos pais ou avós terem lá nascido, torna aquela a nossa Terra.
Bom, vim cá fazer mais que um balanço sobre estes dias, mas como de costume, quero escrever tudo ao mesmo tempo. Assim, vamos por etapas:


O que lá fui fazer?
Fui como vou todos os anos. Fui ver os meus avós, fui ver o campo, fui respirar ar puro, fui comer a marmelada boa da avó, o presunto da avó, o pão lá da vila, fui passear, fui ver a cidade próxima, com todo aquele património histórico, com todos aqueles jardins enfeitados que não se vêm cá em Lisboa, com toda aquela gente a passear sem pressas, contemplando a beleza do local onde vive. Talvez fale das cidades mais tarde.
Encontrei lá mais primos… fui conversar, fui brincar, fui aprender com eles e ensinar-lhes algumas das poucas coisas que sei, fui dormir pouco para tomarmos, à noite, a casa por nossa conta, assaltando frigoríficos, jogando às cartas, escutando atrás das portas…


O que lá me aconteceu?
Como é habitual, fui picada pelas melgas ou bichos seus primos, ou cunhados, ou que têm para com elas algum grau de parentesco.
Era suposto ser este o tema mais importante deste post, mas pronto, quando eu começo a falar nunca mais me calo…
Again… eu tenho uma pele muito esquisitinha por isso quando sou picada fico com grandes borbulhas e muito inchada, também porque tenho muita, muita comichão e como não resisto, coço as borbulhas, logo ficam piores.
É todos os anos a mesma coisa, já cheguei a ter de ir para as urgências.
O pior é que para além de ter uma pele mais sensível do que a das outras pessoas, é sempre a mim que os insectos escolhem para morder. Acho que tem a ver com o tipo de sangue ou assim, mas tenho que ter logo estas duas características! É que se fosse picada e não piorasse era uma coisa, mas assim…
E é impressionante, eu sou picada de noite e durmo, normalmente com a minha irmã ou com a minha prima, pois elas nunca são picada e eu por cada noite que lá passo, nascem-me três ou quatro borbulhas.
Só vim mesmo mostrar a minha indignação com este facto, a minha incompreensão com as atitudes das melgas e a minha solidariedade para as pessoas que passam pelo mesmo problema que eu!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A Palidez da Doença


No outro dia fui às urgências de um hospital (não vou referir o nome porque ainda me processam ou assim), não porque estava doente, mas porque estava a acompanhar um familiar.

Digo-vos que não entrei lá doente, mas quase saí a precisar de cuidados médicos.

O ambiente era muito máu, de verdade. Na sala dos doentes que estávam à espera da consulta, não havia quase espaço para nos movimentarmos porque este estava ocupado com inúmeras macas de doentes que também estavam à espera de entrar.


Primeiro facto a incomodar-me: porque estão doentes em macas à espera? Já não estão doentes o suficiente para entrarem logo? Entrarem num serviço que se diz urgente?


Esta sala não tinha uma única janela. A porta de entrada dava para um corredor que por sua vez dava para a rua e, a outra era de acesso aos servços médicos. Ou seja, as pessoas estavam "amontoadas" numa sala que não apanhava ar. Toda aquela sala cheirava a doença. As pessoas estavam lá, cada uma com a sua doença, e o espectáculo, não era de todo agradável. O melhor sítio para estar era a casa de benho. Dessa parte não tenho qualquer razão de queixa: cheirava a limpo e estava fresca. Ah, esqueci-me de dizer que a temperatura era muito elevada naquele dia.


Segundo facto a incomodar-me: porque a sala de espera não arejava? Será normal que mesmo quem não esteja doente corra o risco de o ficar?


O tempo provável de espera era de 50 minutos, mas esperámos quase duas horas. E o "meu doente" cheio de dores...

Será que a triagem, realmente, funciona?


Terceiro facto a incomodar-me: porque se espera tanto tempo? Porque não contratam mais médicos que possam atender um maior número de pessoas num menor período de tempo?


Com este texto, tenho como objectivo reflectir sobre o nosso sistema de saúde e as razões pelas quais não funciona. De certo tem a ver com a nossa economia frágil, que impossibilita o investimento nesta área. Mas haverão muitas mais àreas mais importantes que a saúde? Em Portugal, as pessoas não são têm o apoio que merecem nos hospitais, mas será que nos outros países se passa o contrário, como dizem?