segunda-feira, 29 de março de 2010

O Céu Azul é Omnipresente


Apercebi-me de que o Sol é igual onde quer que estejamos. Bem, não é bem o Sol, é o ar. Mas também não é o ar, é o meu espaço, ou o espaço onde estou. Vá, onde quer que estejamos talvez não seja verdade, mas o facto é que consegui sentir a mesma brisa e o mesmo calor e o mesmo silêncio de Paris. O mesmo silêncio? Sim o dos pensamentos. E por momentos senti: as pombas, os pardais, as árvores e o Sol. E depois pensei, é Primavera, e assim associei a lógica das estações. Quem sabe se a sua existência não tem como fundamento próprio juntar bocadinhos de elementos comuns de ano a ano. É possível.
Ainda assim, e tal como as estações, que embora mudando de data, aparecem sempre em todo o mundo, também eu, e também tu, seremos sempre os mesmos. Com menos ou mais calor, mais ou menos chuva, menos ou mais vento. E de que quem não nos livramos é dos dramas pessoais e os problemas chatos, que vão connosco para aqui, para lá e para acolá. Em contrapartida, também o nosso Q de coisas boas não nos deixa no aeroporto.

2 comentários:

Diana Duarte disse...

Uma rosa cheirar-te-ia tão bem como agora se tivesse outro nome qualquer.

A nossa essência é feita de todas as impressões e perspectivas que temos do mundo, por isso é que somos todos tão diferentes: porque ninguém vê o mesmo, exactamente da mesma maneira!

LuaManhosa disse...

Já viste que se fossemos todos iguais o mundo era uma seca?
Que todas a flores eram margaridas e que por nomes mais diferentes que tivessem todas as constelações eram iguais?

Continuamos a ser quem somos, seres unicos, cada um, com a suas caractristicas e gostos, o que faz com que CADA UM DE NÓS É ESPECIAL!